9 de fevereiro de 2007

Killzone


Killzone (PS2) *****

O que se pode querer de um shooter de primeira pessoa? Armas poderosas? cenários bonitos? Física realista? Inimigos inteligentes? ação frenética? Com certeza Killzone possui tudo isso e muito mais.


Zona de Matança


Confesso que a primeira vez que vi esse jogo, pensei nele como um genérico de Half Life ou outros shooters futuristas. Posso dizer que me arrependi de tal pensamento. Killzone é um grande game para PS2, capaz de suprir todas as expectativas dos shooters de plantão.

Para começo de conversa, Killzone tem algo que os shooters andavam carentes ultimamente, ele tem estilo próprio. Desde os pioneiros Wolfenstein 3D, Dark Forces e Doom que os shooters seguem praticamente os mesmos estilos. Ou são jogos baseados na II Guerra Mundial (Battlefield, Medal of Honror, Call of Duty...), que seguem o velho Wolf 3D, ou são baseados em filmes (os trocentos StarWars, alguns ruins de Star Trek...), seguindo Dark Forces, ou são labirintos repletos de monstros (Quake, Unreal, Half Life...) ao estilo de Doom. Killzone é inovador à medida que não cede a nenhum desses estilos. A maioria dos cenários são a céu aberto, sendo alguns dentro de construções perfeitamente críveis e nem um pouco labirínticos, não há monstros, não há "super-heroismo" (se você não tiver uma boa estratégia de combate vai cair com poucos tiros...), não há nada de II Guerra Mundial (talvez o fato de que os Helgast tem símbolos que lembram suásticas nazistas, mas nada além disso...), nem de filmes. Killzone é quase 100% único.

Os gráficos do jogo são de deixar qualquer um de boca aberta. As armas são perfeitas, as explosões também, assim como os efeitos de luz e sombra. Tudo é muito bonito em Killzone, mas o destaque fica para os cenários, maravilhosamente construidos, chegam a dar a impressão de que se está em um mundo destruido de verdade...

O enredo também é empolgante. Em um futuro próximo, um grupo de humanos é expulso do planeta Terra, aparentemente por causa de uma doença. No entanto, o que ninguém esperava aconteceu, eles sobreviveram, desenvolveram uma sociedade avançada, os Helgast, com alta tecnologia, e decidiram voltar para buscar vingança contra os terráqueos. Em um ataque massivo, eles invadiram e arrasaram o planeta em segundos.

Você começa o jogo na pele de Templar, um oficial das forças armadas dos terráqueos, mas, ao longo do jogo, ao encontrar mais sobreviventes, você pode trocar de personagem e seguir estórias distintas. Cada personagem tem suas peculiaridades: enquanto Templar é um brutamontes afeito a fuzis e metralhadoras, Luger, por exemplo, é uma personagem furtiva, adepta de snipers e armas silenciosas. Essa troca de personagens permite que o jogador adeque o jogo às suas preferências, se ele dá mais valor ao combate frenético ou à furtividade ou é adepto da mania de "ficar de camper".


Zona Morta


Killzone tem poucas desvantagens, que não chegam nem de longe à atrapalhar o jogo. A mais grave, que também acontece em outros shooters do PS2, é o uso das alavancas dualshock para mover o personagem e olhar em volta. Para quem está acostumado aos botões dos jogos de PC, por exemplo, pode ser enormemente difícil mirar das primeiras vezes que se joga.

Outro "problema" é a quantidade limitadísssima de armas que os personagens podem carregar. Enquento em outros jogos podemos levar bazucas, fuzis, metralhadoras, pistolas, SMG, lança-mísseis e etc., em Killzone a quantidade é muito limitada. Brutamontes como Templar podem carregar no máximo 5 armas, enquanto furtivos como Luger podem levar só três. Para pegar uma arma nova, tem-se que se desfazer da antiga. Isso é um pouco complicado quando se necessita de uma bazuca contra tanques, um sniper para alvos distantes, um fuzil para alvos próximos, um lançador de granada para grupos de inimigos e outros equipamentos na mesma fase.

O jogo também pode parecer um pouco linear no começo, mas é compreensível que, para gerar tais gráficos, Killzone tenha aberto mão de fases maiores, e, sinceramente, na minha opnião elas não fizeram falta nenhuma. Antes uma fase curta e bonita do que um campo de quilômetros desprovido de inimigos ou gráficos, como acontecia às vezes com Battlefield, com fases enormes, mas onde a ação acontecia apenas em um pequeno ponto...

Outro problema: não há botões para saltar. O mesmo botão é usado para subir escadas, entrar em armamento fixo, pular barreiras, mas não há um botão especial para salto, o que dificulta um pouco a ação...


Killzone mata: Gráficos belíssimos, ação empolgante, estilo único.

Killzone sofre: Controles poderiam ser melhores, fases curtas.

2 comentários:

  1. sandro1:47 PM

    esse foi o primeiro que, gracas à sua resenha encarei, mesmo achando que seria um shooter genérico. até agora esta aprovadíssimo

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  2. para PS2, qual é o botão que usa para subir escadas?

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