31 de dezembro de 2006

The Sims II


The Sims II (***)


A novidade já havia chegado com o primeiro The Sims. A série trás a possibilidade de, ao inves de se simular realidades diferentes das do jogador, simular "vida real", onde os personagens precisam trabalhar, comer e ir ao banheiro ao inves de destruir monstros por ai....


O primeiro jogo, no entanto, apresentava diversas falhas, e o advento da tecnologia de processadores mais velozes e de placas graficas mais potentes levou a Maxis a lançar uma segunda versão de seu sucesso.

Easy life

De fato, houve muitas mudanças positivas no novo jogo da serie. Provavelmente os pobres Sims tiveram seu Getulio Vargas, e agora não trabalham de sol a sol. Eles agora tem fins de semana, dias de folga, banheiros e refeitorios em seu serviço e este nao eh mais tao cansativo...Trocando em miudos, agora voce vai ter mais tempo para "brincar" com seu Sim, ao inves de soh manda-lo trabalhar e dormir....

Há novas opções de construção e mobilia, e a construção de personagem permite que o rosto do Sim seja editado, alem do acrescimo de tatuagens, maquiagem e outros efeitos extras.

Os Sims tambem envelhecem, morrem de velhice e se reproduzem, o que quer dizer que se você for paciente, pode jogar com toda uma linhagem de Sims...

A grande inovaçao, no entanto, fica por conta das Aspirações, desejos do seu Sim, escolhidos durante a criação do personagem. Um Sim que almeje riqueza ficará contente em ganhar um salario melhor, enquanto um Sim louco por conhecimento ficará ansioso para ver extraterrestres, fantasmas, ler livros e etc. Quando um desejo do Sim é realizado, ele ganha pontos para comprar itens estranhos, como arvores que dão dinheiro, oculos de sol e elixires da vida eterna...

Hard Life

The Sims II não conseguiu resolver o maior problema de seu antecessor. No fundo, como o anterior, é um jogo que cansa fácil. Jogue por uma semana e você já estará enjoado de ver os tais Sims comendo, vendo TV e indo ao banheiro....

Muitas das novidades são um tanto idiotas. Alem de fotografar seu Sim, voce tambem pode filma-lo (oh!), o que faz pensar que tipo de nerd iria encher seu HD com "filminhos" de seus personagens fazendo um churrasco de domingo....

Seu personagem tambem pode se deslocar pela vila onde vive, visitar shoppings, comprar roupas, fazer compras em supermercados... No entanto, as opções de roupas são as mesmas da fase de criação de personagem, e é bem improvavel que depois de criar seu Sim você ainda va querer modificar o que podia ter feito antes...

Outra ideia inutil é o "diario dos Sims", uma coleção de experiencias que o personagem passou no jogo. Para que foram colocar isso no jogo????

Há outros defeitos tambem. A criação de personagem tem um dos piores editores que eu jah tive o desprazer de presenciar. Longe da minucia do editor de personagem do The Movies, o do The Sims II não só beira como chafurda no ridiculo. Todas as faces são caricatas, e uma mera modificação no nariz as faz parecer grotescas. As roupas não estão disponiveis para todas as idades, ou seja, se voce quer criar um personagem adolescente, tera um menu de roupas diferente do do adulto, por exemplo. Na teoria não chega a ser ruim, mas fica um horror quando você descobre que as roupas das adolescentes são mais sexys do que das adultas....

Outro defeito é relativo ao tempo do jogo, que progride de forma bizarra. Um Sim vive no maximo algumas dezenas de dias (no tempo do jogo), e o pior é que subir uma escada ou usar o banheiro levam vários minutos (no tempo do jogo)... Se for computar, um sim passa por volta de 1/10 de sua vida no banheiro, e quase isso subindo uma escada...

Isso atrapalha muito, ainda mais quando você constroi uma casa de dois andares... Quando o Sim chega no andar de cima é comum que já precise ir para o trabalho ou pegar algo no andar de baixo...

Outro problema é o peso do jogo. A Maxis quis dar uma de elitista e encheu o game de efeitos desnecessarios que travem, deixa lento ou emperra em computadores com os requerimentos minimos...

Resumindo, The Sims II é sob medida pra quem gostou do primeiro, e está disposto financeiramente a comprar "n" expansion packs até que saia o The Sims III... Por alto os problemas são os mesmos, o jogo fica chato em uma semana, e logo logo se resume a mandar o Sim pro trabalho, dar banho, comida e ve-lo dormir.... Ou seja, um Tamagoshi virtual...

23 de dezembro de 2006

The Sims


The Sims (***)


Há simuladores de todo tipo no mundo dos games. Dos tradicionais simuladores de soldados e espiões a bizarros simuladores de animais e até mesmo células. No entanto, todos tinham algo em comum, eles projetavam uma realidade diferente da vivida no dia-a-dia da maioria dos jogadores.

The Sims chega exatamente com a proposta de ser um simulador diferente. Um simulador de "vida real".


Vida real

A ideia por trás do jogo é criativa. Longe de ter um enredo empolgante, seu objetivo é criar pessoas selecionando opções de face, corpo, roupas e personalidade, e coloca-las para viver suas vidas normais. Os "sims" (diminutivo para "Simulators", simuladores, e nome dos "humanos" do jogo) tem que trabalhar, dormir, comer, fazer amigos, se casar, ter filhos, ir à escola... Tudo o que uma pessoa "Normal" faria na vida.

No HUD do jogo há uma série de barras representando as necessidades dos "Sims". Quanto menor a barra de fome, por exemplo, mais faminto e infeliz está o personagem, dar de comer a ele elevará sua barra de fome e o deixará feliz.

O objetivo final é deixar os "Sims" felizes, e para isso eles precisam de comida, sono, amigos, namoradas (os), diversão, casas bonitas e bem mobiliadas.

O mais empolgante no game não é o controle do personagem em si, mas a possibilidade de se criar "Sims" que se pareçam com o jogador ou com pessoas que ele conhece. É possível, com alguma paciência, criar celebridades, artistas de cinema, amigos e colegas do mundo real em "versão Sim".

Divertido também é "brincar de arquiteto", construindo casas pros Sims e mobiliando elas de maneira a agrada-los.


Vida Irreal

Como já disse antes, a idéia é boa, mas o game deixa a desejar em muitos aspectos.

Os pobres Sims parecem viver em um regime ditatorial marxista. Eles simplesmente não tem finais de semana, feriados ou férias. Quando trabalham, o fazem o tempo todo, todos os dias.

O trabalho dos pobres Sims é realmente estafante. Quando eles voltam do serviço, estão sempre cançados, famintos e com vontade de ir ao banheiro, o que torna o jogo realmente chato, resumindo a mandar o Sim para o trabalho, suprir suaas necessidades e ve-lo dormir para poder ir ao trabalho no outro dia...

Mesmo sem o problema de emprego dos personagens, o jogo logo se torna muito cansativo. Todas as possibilidades (amizade, construção, móveis...) podem ser exploradas em menos de 2 horas, o que deixa o game sem surpresas e cansativo a longo prazo.

A Maxis tentou remediar o problema lançando dezenas de expansion packs com novos skins, móveis, paredes... e alguns até trazem possiblidades de se ter um animal de estimação, mágicas, festas comemorativas...

Resumindo, Sims é um jogo pioneiro, com uma idéia interessante e que vale a pena ser jogado, mas, se você não tem grana para comprar os expansion packs com frequencia, o jogo pode se tornar cansativo em menos de uma semana...

18 de dezembro de 2006

Hitman: Codename 47



Hitman: Codename 47 (****)





O início do século XX viu o surgimento de jogos cada vez mais realistas. Os "supersoldados" imbatíveis de Doom e Quake deram lugar a um novo ramo nos jogos de ação, a ação furtiva, com assassinos profissionais, espiões e ladinos sorrateiros.


O que começou com Metal Gear Solid, e teve bons titulos como Splinter Cell e ruins como Thief, culminou em um game que rapidamente se tornou "cult", a série Hitman.

Bala na agulha
Hitman é um jogo no mínimo inspirado. Nele você controla o agente 47, um careca com um codigo de barras na nuca que acorda amnesico em um hospicio (ou pelo menos parece um) lotado de armas e, atraves de vozes em um alto-falante, é treinado para ser o assassino profissional mais letal do mundo.
Ao longo do jogo voce recebe missões por um laptop. O agente 47 viaja pelo mundo, de Hong Kong às selvas da Bolivia.
Ha varios pontos extremamente positivos no jogo. O principal é a liberdade de completar sua missão como desejar. Se quiser ser furtivo você tem mais chances de ter sucesso, mas você também pode dar uma de Rambo e sair fuzilando geral, ou ser esperto e se "infiltrar" nos locais usando as roupas de seus inimigos. Ao inicio de cada fase é possível escolher as armas que você vai usar na empreitada. Se pretende sair destruindo geral, compre armas pesadas, como escopetas e metralhadoras, se quer ser furtivo, prefira pistolas com silenciadir, facas e cordas (para enforcar os inimigos destraidos...).
Os graficos sao bons, e ha uma infinidade de opções de assassinato. Voce pode roubar a roupa de suas vitimas para se infiltrar em lugares bem guardados, andar furtivamente por tras delas, conversar com barmans para obter pistas...
Tiro pela culatra
Embora seja divertido, e com uma historia envolvente, Hitman tem um defeito grave, eh exorbitantemente dificil. Mesmo no nivel "facil" é muito facil morrer durante o jogo. E ha um agravante, neste game não ha a opção de salvar o jogo, os saves soh acontecem depois que a fase é vencida. Quando você morre no meio da ação há a antiquada opçao de "continue", como nos antigos joguinhos de videogame...
Alem de ser muito dificil de se jogar (muito facil de morrer, oponentes tao fortes quanto você...), algumas fases tem diversos objetivos que tem que ser completados em sequencia. Se você completar um objetivo sem terminar o anterior você simplesmente não passa de fase...
Os controles tambem não ajudam muito. Não há botões para pular, por exemplo, nem para se abaixar...
Em suma, é um jogo que tem um enredo envolvente, ação, é divertido, bonito e com uma proposta de "ação furtiva" e alguma liberdade de ação, mas poderia ter sido mais bem feito pela Eidos, empresa que já nos deu pérolas como Tomb Raider e vergonhas como Tomb Raider IV...

8 de dezembro de 2006

Swat3




Swat 3 (***)


Ultimamente existem em matéria de games, simuladores de tudo o que se pode pensar. Há simuladores de magnatas, soldados, formula 1, corrida de kart, piloto de jumbo e há tambem os simuladores de policiais.


A série Swat é um dos mais tradicionais simuladores de policial, sendo a terceira versão a primeira da serie a possuir um modo "shooter" de primeira pessoa.

Polícia pra quem precisa de polícia

Swat 3 é um jogo competente no que propoe. Ele tras para primeira pessoa a jogabilidade e o clima dos jogos anteriores da série. Em Swat3, você controla um oficial do famoso grupo de elite da polícia norte-americana, e deve sair por ai cumprindo as missoes do jogo, todas chamados de emergencia bastante criveis.

As missoes vão desde resgate de refens a ataques a traficantes, serial killers, terrorismo... Tudo o que a Swat realmente faz na vida real. Longe de outros shooters como Conter Strike, em Swat3, se você sair correndo e atirando feito um doido, terá uma carreira bem curta! Aqui o que vale eh a estrategia.

O jogo é bastante realista, e bastam um ou dois disparos para te mandar desta pra melhor. Você coordena quatro outros policiais, divididos em "grupo vermelho" e "grupo azul". A coordenação destes aliados é vital para o sucesso da missão, com comandos simples (as teclas numericas, com um menu de comandos na tela) é possível manda-los vasculhar salas, invadir locais, dar cobertura...

Porco fardado, seus dias estao contados...

Swat3 tem muitos pontos fortes, mas tambem tropeça em algumas coisas. Os graficos, por exemplo, não são ruins, mas são demasiadamente fotograficos e unidimensionais, sendo que alguns moveis parecem "feitos de papelao" quando se aproxima deles.

O jogo tambem eh complicado para quem quer um shooter. A cada refen resgatado ou suspeito preso ou morto, voce tem que avisar a policia pelo radio, caso esqueça um, a missão não termina.

Alguns locais são escuros demais. Embora os personagens tenham lanternas, o efeito de luz eh ruim, e eh muito fácil se perder em salas muito escuras.

Uma ausencia que foi sentida é a possibilidade de se jogar com terroristas, como existia no Swat2, por exemplo. Aqui a unica opção é a Swat, e as missões são sempre lineares demais, o que faz com que o jogo se torne cansativo rapidamente...

Swat3 também é muito linear, as missões são repetitivas e o enredo não é empolgante. Há também alguns problemas técnicos, como o fato de você ter que algemar os refens resgatados (!!!) e outras bizarrices...

Em suma, se voce gosta de simuladores de policial, sonha em entrar pra policia, gosta de ficar se preocupando com detalhes, não se importa com gráficos fracos e sabe se orientar em salas escuras, vai aproveitar muito este game. Mas se você procura um shooter violento pra brincar de policia e ladrao, certamente este não é o seu jogo!

1 de dezembro de 2006

Thief II



Thief II - The Metal Age (*)

Jogos em primeira pessoa normalmente se resumem a tres passos simples: 1) entre na sala, 2)mate o inimigo ou monstro, 3)pegue o tesouro, power-up ou qq outro icone...
No final dos anos 90, alguns estudios tentaram reverter essa formula adicionando opções de furtividade, sobretudo em jogos de espionagem, como Splinter Cell.
A serie Thief (ladrao) tenta trazer essa ideia para uma idade media, onde o jogador encarna um habilidoso ladino, capaz de se esgueirar pelas salas de castelos e apagar tochas com flechadas certeirtas...

Robin Hood
O segundo jogo da serie, Thief II, the Metal Age, tenta continuar a premissa do primeiro (que infelizmente não consegui ainda uma cópia para avaliação no Blog...), com o ladino medieval, seus truques, sua furtividade e seus gadgets (quase um James Bond).
A movimentação não é difícil, e é possivel aprender todos os comandos em apenas alguns segundos de tentiva e erro. O personagem deve se esconder nas sombras para surpreender suas vitimas.
Em combate direto a melhor opção é tentar fugir, seu personagem eh incrivelmente fraco, e poucos golpes já são o suficiente para mata-lo. No HUD há um marcador que mostra o quão bem escondido você está. Estar em meio a sombras e abaixado é garantia de sucesso...
Há muitas boas idéias, como a possibilidade de agarrar objetos comuns, como caixas, espelhos, pedras, e arremessa-los a distancia, para chamar a atenção dos inimigos. também é possível remove-los do local onde cairam, esconder os corpos e evitar que outros detectem sua presença...
Erro de Mira
Embora a idéia por trás de Thief II seja boa, o jogo eh muito, muito, muito, mas muito ruim mesmo.
A começar pelos gráficos, temos a impressão de que o artista responsavel pelas texturas 3d foi demitido e o iluminador tomou o lugar dele... Os gráficos são muito escuros, as testuras sao horriveis, há objetos mal feitos, o efeito de agua é horroroso e há muitos bugs graficos.
O enredo é inexistente ou initeligivel... Parece que existe algum, mas não há legendas nas cutscenes, o som de voz é ruim, o ambiente é confuso e os personagens são completamente desinteressantes
O clima do jogo é muito estranho. De longe parece uma Idade Media... mas com energia eletrica. Voce pode apagar tochas com flechas, mas nao pode desligar a luz eletrica, nem com interruptor, nem quebrando lampadas. Alem de eletricidade, tem tambem magia (!!!). Se há magia, por que raios alguem usa eletricidade?! Claro que nem sempre essa mistura eh ruim, em Legancy of Kaim: Soul Reaver temos locais aparentemente medievais, mas com tecnologia. No entanto, Thief II está looooonnnnggggggeee da ambientação primorosa de Soul Reaver...
Mas é a jogabilidade que assusta. Voce tem uma espada que causa mais dano mas afeta sua furtividade, e eh um sacrificio matar alguem com a espada. Voce tem um porrete que nao afeta a furtividade mas tem a mesma utilidade da espada (entao pq a maldita espada?). Voce tem um arco que eh uma aberraçao! O arco eh de longe a arma mais problematica de se usar. Quanto mais voce segura a tecla de tiro, mais força e distancia alcança a flecha (Turok?), no entanto, se você segurar mais de 10 segundos, entra em um modo "sniper", se segurar mais um pouco o personagem desiste de atirar (!!!). Entao PORQUE O MALDITO MODO SNIPER????
Resumindo, eh um jogo ruim, puro e simplesmente...

24 de novembro de 2006

Tomb Raider II: Dagger of Xian



Tomb Raider II: Dagger of Xian (****)


Tomb Raider foi um dos jogos pioneiros de ação/ aventura em perspectiva de segunda pessoa (vistas das costas do personagem). Embora já existissem jogos com esta visão antes, Tomb Raider foi o título que popularizou o gênero. Segundo um de seus criadores, se fosse para passar horas de jogo olhando para a bunda de alguém, que fosse de uma mulher bonita...hehehehe

Lara again
Tomb Raider II traz de volta a saudosa, curvilinea e extremamente simpática arqueologa aventureira Lara Croft. No enredo do game, a gatíssima aventureira se vê às voltas com uma seita sombria, que está em busca de um artefato conhecido como Adaga de Xian (Dagger of Xian), capaz de transformar humanos em dragões.
A aventura leva Lara a diversas partes do globo, desde as ruinas chinesas aos pés da Grande Muralha, até o Himalaia e Veneza. A qualidade gráfica é muito boa para a època, ainda que a arquitetura local nem sempre faça sentido (sobretudo quando se está no Teatro, em Veneza), e você raramente encontre nos cenários o que encontraria nos locais reais...
Há muitas armadilhas, puzzles e inimigos pelos cenários. Embora todos sejam desafiadores, são sempre obstáculos bem pensados e divertidos, nem muito fáceis nem muito escabrosos. O que é um ponto muito positivo, visto que é muito difícil se conseguir isso em um jogo de ação/aventura.
Outro ponto favorável é o modo de jogo "Mansão da Lara", no qual você pode visitar a casa de Lara Croft, tentar bater seu record pessoal em uma corrida de obstaculos que ela mantem no quintal, explorar a residencia dela, tomar um banho de piscina e, o mais divertido, prender o pobre mordomo na geladeira da cozinha (hahahaha) XD
Aqui há Dragoes
Contudo, embora Tomb Raider II seja uma otima aventura (principalmente para quem já gostou do primeiro, ou eh fã de Indianna Jones), há alguns pontos falhos.
O principal eh justamente a visão em segunda pessoa. Muitas vezes a câmera não ajuda, e em alguns pontos, principalmente quando se tem que saltar de algum lugar, isso atrapalha bastante.
Há alguns locais que tem problemas estratégicos, como na fase em Veneza, na qual você tem que jogar um bote contra algumas minas subaquaticas... Se seu bote for afundado antes, simplesmente não tem como passar de fase...
Fora estes pequenos detalhes, Tomb Raider II é um jogo excelente, que merece uma olhada!

20 de novembro de 2006

Fallout Tactics


Fallout Tactics (****)


Fallout foi um dos melhores, se não o melhor, jogo de RPG eletrônico futurista já produzido. Sua continuação, Fallout 2, foi o melhor game de RPG já criado. No embalo dos sucessos, a Interplay decidiu investir em uma terceira batalha no mundo pós apocaliptico de Fallout, o Fallout Tactics.

Táticas

Fallout Tactics, como o nome diz, não é bem um RPG, como eram as versões anteriores. Embora ainda tenha "pitadas" de Role Playing, como a possibilidade de se construir e evoluir um personagem e de se conversar com outros personagens no jogo, Tactics está muito mais para a estratégia de X-com e Comandos do que para o estilo de Fallout2 e Baldurs Gate.

No enredo do jogo, você controla um novato da organização militar Brotherhood of Steel (Irmandade do Aço). Como soldado da tal irmandade, você precisa cumprir missões diversas, que vão de assassinato a escolta, passando por sabotagens, resgates, exploração....

O humor àcido da série Fallout ainda está presente, embora menos explícito do que nos outros títulos. Além de mortes absurdas e escabrosas (principalmente se seu personagem tiver a caracteristica Blood Mess, que faz com que todos morram de forma exageradamente violenta perto dele...), há referências a filmes (em certo local você encontra o cadáver do Jack (Leonardo de Capri) do Titanic, junto com uma boia, o colar do filme e um desenho tosquissimo de uma mulher nua...), falas divertidas e itens estranhos (desentupidores de pia podem ser usados como arma!!!).

A ação também dá as caras o tempo todo. Há tiroteios para todo lado, e, se você pretende jogar no modo Hard, é importante saber manejar bem os personagens, armar armadilhas, emboscadas, estratégias e ser furtivo.

Um ponto bastante positivo é a interatividade com o cenário. Você pode recrutar soldados em sua base, comprar, pilhar e vender itens, escolher a cor de pele, cabelo e roupas do personagem... enfim, sendo um jogo de estratégia, é um dos melhores.

Outro ponto favoravel são as opções do jogo. É possível escolher lutar em modo de turnos normais, como nos outros jogos da serie; em tempo real, como em Comandos; e no modo "turno de grupo", onde você pode mover todos os seus soldados em cada turno (de longe o melhor). Ainda é possível escolher a opção para deixar seus soldados em formação quando eles se moverem, entre outras, muito uteis para o game.

"Caia Fora" (Tradução ao pé da letra de "Fall Out")

Fallout Tactics é um jogo de estratégia competente. Além de trazer de volta o rico universo da série (algo discaradamente baseado em Mad Max), é muito mais divertido do que jogos similares, como Comandos e X-com.

No entanto, esse game ainda tem muitos defeitos. Trocar itens entre os soldados de seu esquadrão é um suplício, assim como vende-los. Os caras tem que estar perto, não há como examinar as armas para saber quanto de dano fazem sem ter que armar os soldados, e acaba-se gastando tempo desnecessario para ver qual arma é melhor para qual soldado.

Pilhar os corpos também é uma tarefa ingrata. Eles são muito fáceis de se cconfundir, e muitas vezes você acaba pilhando o mesmo cadáver duas vezes.

A falta de Role Playing é uma decepção para quem via Tactics como um "Fallout 3". A liberdade de ação do Fallout2 foi pro buraco. Aqui você tem apenas que resolver as missões, uma atrás da outra. Embora você possa explorar o mapa livremente, não se pode, por exemplo mudar de lado, trair a tal Irmandade, ignorar as missões ou bater um papo amigavel com os civis...

Enquanto se espera o próximo Comandos ou X-com, Fallout Tactics é uma boa pedida. Mas vamos ficar aguardando um "Fallout3", título que, com certeza, Tactics não merece...

10 de novembro de 2006

Tomb Raider The Last Revelation



Tomb Raider IV, the Last Revelation (*)

Tomb Raider foi um dos games que mais fizeram sucesso na historia dos jogos eletronicos. Antes do primeiro Tomb Raider já existiam jogos em segunda pessoa (visão das costas dos personagens) e jogos com arqueologos. No entanto, a série se tornou incrivelmente popular por conta de sua protagonista, a curvilinea e carismatica Lara Croft.

A Reveleção Final
Depois de tres jogos famosos, divertidos e bem produzidos, o quarto da série cai como uma bomba na historia de Tomb Raider...
Pelo lado bom (digamos, menos ruim...) Tomb Raider IV tras a deliciosa Lara Croft em suas tradicionais (poucas) roupas. Os graficos estao melhores, ha novos movimentos, e os maniacos pela personagem podem conferir a adolescencia de Lara (que, diga-se de passagem, jah tinha peitoes...).
A Decepçao Final
Na realidade, os bons graficos escondem um jogo pessimo, muito abaixo do nivel dos outros Tomb Raider.
Para começar, não há nenhuma parte nas opções do jogo que permita mudar os controles, e tambem não ha opções ou sequer pistas para quais são os controles do game. Ou seja, se voce nao tiver o manual a mao, pode perder preciosas horas tentando balançar em cordas ou ativar itens...
O unico modo de jogo (nao ha mais a opção de visitar a mansao da Lara) torna obrigatorio passar por um chatissimo tutorial, onde a Lara adolescente aprendia os segredos da arqueologia. O tutorial eh extremamente dificil, ainda mais com o detalhe de que os controles não são mencionados pelo game, o que toma muitas horas da ação do game. Há muitas àreas escuras (escuro eh elogio, o jogo usa a cor preta em toda a tela), e javalis selvagens, e a Lara adolescente não tem nem fosforos nem armas...
O game de verdade (fora do tutorial) eh ainda pior. As telas de loading demoram quase 10 minutos para carregar o jogo, o que já eh uma chateação, levando e conta que em jogos da serie Tomb Raider é muito fácil de se morrer; basta um salto errado, uma armadilha que pasou desapercebida ou uma queda acidental para ter que carregar novamente o jogo...
Os graficos dos cenarios sao bonitos, mas ordinarios. Ha muitos locais escuros, e os tres meios que Lara tem para iluminar não funcionam lah muito bem. Os fosforos duram muito pouco (menos de dez segundos), e atirar com as pistolas não ilumin o suficiente. Ela também pode usar um binoculo (!!!) para iluminar, mas nao se pode andar enquanto se usa ele, o que nao ajuda muito.
Os pluzzes são muito idiotas. Leva-se muito tempo para sacar o que fazer, e quando se descobre, dah ateh raiva do tao ingenuos e simples sao os desafios...
Por outro lado, as armadilhas são extremamente letais, matando instantaneamente a pobre senhorita Croft. Em outras palavras, você vai voltar para as interminaveis telas de loading mais cedo do que imagina...
Os inimigos tambem são um show (de horrores...) a parte. Se voce odiava os tigres dos jogos anteriores, prepare-se. Agora ha mortos vivos imortais. Imortais mesmo, nao caem nunca.
Os programadores desta aberração deviam estar loucos ou bebados. Pluzzes chatos e faceis, armadilhas que matam automaticamente, inimigos invenciveis, escuridao inpenetravel e telas de loading que tomam mais tempo do que o jogo em si... Isso fora o tutorial obrigatorio e insuportavelmente enjoativo e a ausencia de menção aos controles basicos do jogo...
Resultado, se for para ver a maravilhosa Lara Croft (melhor no jogo do que no cinema, diga-se de passagem...), prefira ve-la com formas mais quadradas, nos jogos mais antigos, ou nos mais modernos. The Last Revelation eh uma decepção capaz de arrepiar os cabelos do fã mais ardoroso de Lara Croft...

4 de novembro de 2006

The Movies



The Movies (*****)

Jogos de adiministração costumam ser quase um lugar comum no mundo dos games. Os tradicionais "Sims", "Tycons" e similares normalmente se resumem a montar uma empresa lucrativa (parque de diversoes, zoologico, cidade...) e superar desafios financeiros. No entanto, com parcas excessões, esses games não costumam privilegiar a imaginação e a criatividade do jogador. Tudo resume-se a construir as intalações corretas na hora correta e no local correto.

The Movies é uma destas felizes excessões.

A Magia do Cinema

À primeira vista, The Movies parece ser apenas mais um jogo de adiministração, onde você deve construir um estúdio de cinema e lucrar com ele. Não deixa de ser verdade. Em The Movies você tem um pequeno (muito pequeno na minha opiniao) estúdio, e deve construir sets, escolas de cinema, centros de pós-produção, caixas d'agua, contratar zeladores, atores, diretores, roteiristas e fazer filmes para lucrar e ficar longe do vermelho no banco...

O jogo se inicia na criação do cinema, nos anos 1920. Inicialmente você só poderá dirigir alguns filmezinhos curtos, branco e preto e mudos, mas, conforme as décadas passam, novas tecnologias permitem a você criar verdadeiras obras primas, com direito a concorrer a oscar e tudo.

O que mais impressiona em The Movies é a interatividade. Se você gosta de jogos de adiministração, poderá jogar The Movies como um "Sim" ou "Tycon" da vida. Caso prefira exercitar sua criatividade, poderá criar seus próprios filmes.

A opção de criação de filmes é impressionante. Você pode escrever um script, selecionando a pose dos atores, interpretação, expressões faciais, ações e, com a expansão Stunts & Effects, até mesmo escolher o ângulo da câmera(!!!). Pode selecionar o figurino, modificar alguma cena na hora da filmagem, e até mesmo pós-produzir o filme, dublando os personagens e acrescentando efeitos sonoros, música de fundo e legendas.

Além de fazer filmes, o jogo consegue ser surpreendentemente complexo em algo que os simuladores mais antigos ignoravam, o elemento humano. Suas estrelas (atores e diretores) são personagens bastante complexos. Alguns são chatos, estressados, viciados (como não é um jogo da Rockstar, temos apenas alcolismo e vício em comida...hehehe), enquanto outros são simpáticos mas acabam ficando de mal humor de vez em quando...

A Sétima Arte

Não se pode dizer que The Movies tem falhas. Na verdade, tem coisas que poderiam ser acrescentadas (posssivelmente em futuros expansion packs). Falta, por exemplo, cenários medievais, cenas de luta de espadas e ciclo noite/dia. O tempo de jogo passa bastante rápido, o que faz com que o game pareça um pouco "curto" em comparação com um The Sims ou similar.

Outro pequeno problema é a duração dos filmes. Como atores e diretores costumam estressar em filmar muitas cenas, o filme mais longo que você pode produzir dificilmente passa dos 3 minutos. Por isso, nada de tentar filmar a versão extendida de Senhor dos Aneis (12 horas de duração!!!) com seu The Movies!!!

26 de outubro de 2006

Half Life



Half Life (****)

Quando Half Life surgiu, o mercado de shooters era dominado pelos veteranos como Quake e pelas novas promessas como Unreal. Em meio a shooters de tematica alienigena, Half Life logo se destacou como uns dos melhores games do genero.

A Invasao
O grande merito de Half Life é misturar RPG e shooter. Enquanto a maioria dos outros games do genero se resumem a explorar labirintos e debulhar monstros, este jogo traz um enredo envolvente, do qual o jogador participa ativamente, assim como personagens cativantes e grandes possibilidades estrategicas.
No enredo do game, você vive Morgan Freeman, um cientista que participa de um experimento com o objetivo de abrir portais interdimensionais. Como em todo game e filme que se preze, o experimento da errado, e tem inicio uma invasao extraterrestre...
Durante o jogo, você participa ativamente do enredo. Ao inves de ver as açoes do personagem apenas em cutscenes, em Half Life você faz tudo em tempo real, de pegar carona em bonde a falar com personagens secundarios...
Alem do elemento RPGistico, este game tambem eh um shooter competente, com muitas armas (terrestres e alienigenas), inimigos, instalaçoes labirinticas, armadilhas e pluzzes. Você tambem tem a possibilidade de usar armamento fixo, como metralhadoras e canhoes, o que garante cenas de explosao grandiosas.
Outro ponto favoravel a Half Life é o fato de que suas fases e inimigos foram construidos de forma cinematografica. Muitos monstros e inimigos ficam semi-ocultos, assim como há fases onde é nescessario esconder-se em locais abertos, tudo muito semelhante a filmes de Hollywood.
Freeman must die!
Half Life tem muitos pontos bons, mas tem algumas falhas tambem. Embora divertido e com muitas expansoes, o modo Single Player é muito rápido, podendo-se terminar o game em pouco tempo.
Há outro problema em Half Life, este relativo à diferença entre os inimigos. Alguns encontrados logo no inicio do jogo são fortes e letais demais, podendo matar com um unico ataque, enquanto alguns chefes de fase são praticamente inofensivos.
O excesso de "RPGismo" no game tambem atrapalha. Muitas vezes, sobretudo no inicio do game, é comum ficar sem saber o que fazer, e sem nenhuma pista de para onde ir ou do que fazer para progredir no jogo...
No mais, Half Life é um otimo jogo, principalmente as expansoes multiplayer, sobretudo o famoso Conter Strike. Alguns deslizes são perdoaveis, mas no geral, Half Life vale a pena...

18 de outubro de 2006

Return to Castle Wolfenstein


Return to Castle Wolfenstein (****)

Wolfenstein é um nome conhecido entre os gamemaniacos. Ele é o nome do primeiro shooter de primeira pessoa, criado no inicio dos anos 90. Antes de Wolfenstein 3D, os games de PC se resumiam a jogos de plataforma, como Prince of the Persia, e esportes, como games de ping pong.
A revolução de Wolfenstein 3D foi incluir o jogador na ação, colocando na tela a perspectiva do personagem. Além de lançar o gênero "shooter", este jogo tambem foi um dos primeiros a abordar a Segunda Guerra Mundial.
No inicio do século XXI, foi lançado Return to Castle Wolfenstein, uma continuação do jogo original, trazendo todo o clima de saudosimo do pioneiro...

Para Bellum...

Wolfenstein 3D não é mais um shooter generico de Secunda Guerra Mundial. Longe do campo de batalha do "Dia D", Berlim e Stalingrado, ele explora outra faceta mais intrigante do conflito que mudou o seculo XX.
Hitler e os altos oficiais do III Reich eram assumidamente interessados por ocultismo. Durante a guerra a alemanha nazista enviou varios arqueologos para recuperar reliquias "magicas", fatos que inspiraram os filmes do Indiana Jones e Hellboy (assim como os HQs). Em Return to Castle Wolfenstein, os nazistas encontraram sepultado um heroi mitico do passado, um necromante morto-vivo poderoso, e decidiram tentar acorda-lo para ajudar as tropas do Reich.
O personagem do jogador é um soldado especialista em infiltrações, que descobre a trama e tenta impedir os "nazi-ocultistas" de realizarem seu intento.
O enredo é bem construido, dando um sensaçao de Indiana Jones com armas de fogo. Há muitos locais a se explorar, inimigos a destruir e segredos sombrios a descobrir. O clima "dark" do jogo tambem é digno de nota, proporcionando bons sustos e um clima de paranoia constante.
A IA tambem é boa, os inimigos armam emboscadas e são avisados por alarmes, o que significa que se você não tiver cuidado onde pisa pode arranjar confusao rapidamente.
O que realmente impressiona neste game são os gráficos. Tudo é muito bem cuidado, com atenção especial para efeitos de luz e sombra, principalmente quando se usa um lança-chamas.
Sombras da escuridao
Return to Castle Wolfenstein é um game excelente, acima da média. No entanto, há certos pontos fracos no game.
O dito castelo Wolfenstein é muito pequeno, e só aparece em duas fases ao longo de quase 30, o que chega a ser uma certa propagenda enganosa. Quem jogou o Wolfenstein original ficará decepcionado com o castelo Wolfenstein deste game.
Outro problema que não chega a atrapalhar o jogo é a falta de possibilidade de se usar veículos. Ao contrário de Battlefield 1942, aqui não se pega nem jipe. O máximo que se consegue é pilotar um jato nas cutscenes.
Algumas fases tem problemas técnicos. Uma delas, por exemplo, é muito escura, sendo que você não dispõe de lanterna ou visão no escuro (exceto pela mira de uma das armas, que também não dá boa visibilidade, é trocar uma tela preta por uma verde...). Além de ser impossível ver qualquer coisa na fase (é simplesmente uma tela preta), há vários abismos pelo cenário, e os inimigos podem enxergar perfeitamente....
O principal problema deste game, no entanto, é a praticamente necessidade de se usar cheats (manhas, trapaças) nos chefes de fase e em alguns inimigos. O chefe final é simplesmente impossivel de se derrotar sem estar imortal e com todas as armas com munição máxima.
Concluindo, Return to Castle Wolfenstein é um excelente shooter de primeira pessoa. Arme-se de todos os cheats que puder, use-os nos chefes e aproveite o game...

16 de outubro de 2006

Battlefield 1942


Battlefield 1942 (****)

A virada do século e os anos que se seguiram trouxeram uma enxurrada de games baseados na II Guerra Mundial. Jogos das mais diferentes qualidades invadiram os PCs de todo o mundo, e a

febre das LanHouses e CyberCafes fez os jogos para multiplayer se tornarem populares em todo o mundo.

Jogos de guerra

Battlefield talvez seja o game que melhor alia realismo, fidelidade histórica e jogabilidade. Feito com ênfase no modo Multiplayer, Battlefield 1942 é um jogo bastante realista.

Um dos pontos que mais chama a atenção neste game é a possibilidade de utilizar qualquer veículo. Em meio às batalhas, é possível utilizar aviões, navios, submarinos, jipes, tanques de guerra, APCs... além de metralhadoras fixas e canhões anti-aéreos.

Outro ponto favorável é o realismo. Não há "rambos" em Battlefield 1942. Por melhor que seja o jogador, um ou dois tiros são o suficiente para manda-lo desta para melhor, e se não houver estratégia e trabalho em equipe não haverá muito futuro para seu personagem...

A jogabilidade foi feita com o intuito de melhorar o jogo Multiplayer. Quando você morre, não precisa esperar o fim da partida, como em Conter Strike, pois em alguns segundos você será recolocado em combate. Os mapas possuem "pontos estratégicos" assinalados por bandeiras. Nestes pontos os jogadores dão respawn (voltam à ação depois de terem morrido). Muitos também possuem caixas de munição, kits de primeiros socorros, veículos ou defesas fixas.

O objetivo das partidas é dominar a maior quantidade possível de pontos estratégicos, protege-los e massacrar seus inimigos. A vitória é contada em pontos no alto da tela, que diminuem para cada soldado morto, podendo vir a diminuir rapidamente para um time que perca o domínio de metade dos pontos estratégicos do mapa.

A arte da guerra

Battlefield talvez seja o game mais divertido de primeira pessoa com o tema de Segunda Guerra Mundial, mas está longe de ser perfeito...

A principal desvantagem dele é a seleção limitada de classes (basicamente um atirador de elite, um soldado de fuzil, um soldado de bazuca, um medico e um engenheiro). A possibilidade de "montar" o kit de armamento do personagem seria muito util. No entanto, ten-se a desculpa do realismo, pois soldado nenhum consegue carregar treis ou quatro armas pesadas ao mesmo tempo...

A quantidade de mapas é extremamente limitada, e poucos dias são o suficiente para conhecer a fundo TODOS os mapas do jogo...

Instalar mapas e mods é bastante complicado, e a maioria só traz mudanças cosméticas nas roupas e armas dos soldados. Há mapas que só podem ser usados para Multiplayer, o que deixa a impressão que os desenvolvedores ficaram com preguiça de colocar IA nos Boots do mapa.

Jogar com Boots é algo também frustrante. A IA é fraca, e muitos soldados ficam andando em círculos ou caminhando a esmo ao invés de combater os inimigos.

Fora estes pequenos contratempos, Battlefield 1942 é o rei dos jogos de II Guerra Mundial, tem gráficos ótimos, boa jogabilidade, batalhas empolgantes e mil possibilidades de estratégia...

Site Oficial: www.ea.com

6 de outubro de 2006

Land of the Dead


Land of the Dead (****)
George Romero pode não ser um diretor de cinema famoso como Steven Spilberg ou Peter Jackson, mas certamente é, ao lado de Wes Craven, um dos melhores diretores de filmes de terror.
Sua mais famosa obra é a quadrologia dos Mortos, iniciada nos anos 1970 com Dawn of the Dead (que teve uma excelente refilmagem recentemente) e seguindo com Day of the Dead, Night of the Dead e Land of the Dead.
Sua série segue uma idéia perturbadora. De repente, sem razão nenhuma, uma epidemia de zumbis ataca o mundo todo. Pessoas mordidas pelos mortos-vivos se tornam zumbis tambem, e a humanidade é quase dizimada antes que possa fazer qualquer coisa. Nada é explicado, não se sabe se há um virus, maldição ou alguma coisa que transforme as pessoas em mortos-vivos.
A série de George Romero deu inicio a praticamente todos os filmes, games e historias de Survival Horror, incluindo grandes sucessos como Parasite Eve, Resident Evil, Abomination, Exterminio, House of the Dead...

No entanto, demorou para que um game baseado na obra de George Romero aparece-se.

A Terra dos Mortos

Land of the Dead é um shooter em primeira pessoa baseado na quadrologia de George Romero. Apesar de ter o nome do último e mais recente filme da série, seu enredo cobre toda a linha do tempo da série, do surgimento dos mortos-vivos à queda da fortaleza humana.

Neste game, o jogador controla um pacato fazendeiro, que certo dia avista uma pessoa parada na porta de sua fazenda. O que não parecia uma ameaça logo vira desespero, quando centenas de cadáveres ambulantes famintos invadem o local.

Durante o enredo, o personagem acaba indo para a cidade, agora superpopulada de zumbis, onde se encontra com elementos dos filmes de George Romero.

Os gráficos do jogo sao bons, e o som transmite o clima dos filmes. O game é simplesmente desesperador: a munição é excassa, e muitas vezes você vai ter de se virar com armas improvisadas, como tacos de golfe, machados, martelos e canos. Os mortos surgem de todos os cantos, quebram portas, pulam muros, escalam paredes....

Além de ótimo clima, a dificuldade do jogo é algo que chama a atenção. No modo Easy (fácil), os zumbis parecem saidos de filmes antigos, são lentos, morrem facilmente e ficam desorientados quando acertados. No modo Hard (difícil) eles se assemelham à refilmagem de Dawn of the Dead (Madrugada dos Mortos), são rápidos, armam emboscadas, são duros na queda e bastante fortes.

Quando acertado pelos zumbis o personagem cai no chão e fica alguns segundos atordoado. Por isso não é uma boa idéia se aproximar demais deles.

Os mortos andam sobre a terra...

Embora seja um jogo acima da média (comparado a muitos Unreal Tournment e Quakes por ai...), Land of the Dead também tem algumas limitações.

O jogo foi construido com a engine de Unreal, e conserva alguns de seus problemas, como andada muito vagarosa, dificuldade com portas (tanto o personagem quanto os zumbis acabam ficando "entalados" em algumas portas...) e um excesso de linearidade.

Outro problema é a iluminação. Muitos locais do jogo são escuros, e não há lanternas ou algo do tipo, o que transforma algumas partes em um verdadeiro exercicio de "chutometria".

Também há locais, como a plantação de milho da fazenda, que são muito confusos, e acabam obrigando você a ficar horas andando a esmo sem ver para onde está indo ou o que tem em frente.

Os gráficos das armas também poderiam ser melhores. Quando se vai recarregar uma arma, mesmo que você deseje colocar apenas uma bala, os gráficos mostram várias sendo colocadas ao mesmo tempo. Não é algo que chega a atrapalhar, mas poderia ser mais bem feito.

No mais, Land of the Dead tem o principal, o clima dos filmes de Romero, e consegue custurar o enredo do game ao do filme sem usar os personagens deste ou alterar algum dos enredos. É um game excelente, com muitos sustos e o clima sombrio garantido. Como diria Romero: Stay scared! (fique assustado...)

Site oficial: www.landofthedeadgame.com

1 de outubro de 2006


Headhunter de Setembro

Pois eh, meus leitores....
Neste mes de Setembro, mes do RPG eletronico no Blog da Resenha, teve muita coisa boa analisada e poucas cabeças rolando....

Fallout II e Diablo foram os primeiros a alcançar cinco estrelas por aqui... Mas são tambem os melhores jogos de RPG já lançados para PC, botando no chinelo grandes favoritos como Neverwinter Nights e Diablo II.

Neverwinter veio bem intencionado, mas morreu na praia, com muita ingenuidade e graficos ruinzinhos. Diablo II chegou botando banca, dando uma de gostosão, fazendo fama no original, mas naum adiantou, levou a nota mais baixa do mes, apenas duas estrelas. Muito pretencioso, com graficos ruins, jogabilidade deficiente e muito linear... machadada nele!

Baldurs Gate se salvou com boa jogabilidade e muitos dilemas morais, ficando como um dos mais classicos RPGs eletronicos da historia.

No mes de Outubro teremos resenha de shooters em primeira pessoa.... Aguardem!

27 de setembro de 2006

Baldurs Gate


Baldurs Gate (****)


A hoje extinta TSR, detentora dos direitos do primeiro RPG do mundo, o D&D, foi também pioneira em jogos de RPG eletrônico. Os primeiros jogos da empresa era apenas textos onde se escolhia o caminho dos personagens. Ao longo de décadas, eles evoluiram, ganhamos jogos de RPG eletronico cada vez mais evoluidos, com melhores graficos e jogabilidade.

Baldurs Gate é o primeiro game de D&D a usar a perspectiva de terceira pessoa para o cenário. Também é um dos mais populares e queridos RPGs eletronicos do mundo.

Os Portoes de Baldur

Baldurs Gate é um game que investe muito na liberdade de ação dos personagens. Há vários dilemas morais durante o jogo, e eles vão definir o caráter de seu personagem. Por exemplo, em certa parte do jogo, uma elfa drow, raça considerada maligna, é perseguida por um paladino, classe considerada benevolente. O problema é que o paladino está sendo movido unicamente por racismo. Você deixaria ele matar a elfa? Atacaria ele? Tentaria dissuadi-lo? Ajudaria ele? Se aliaria a ela? Todos estes são cursos de ação possíveis para seu personagem...

O enredo não chega a impressionar, mas é bem custurado, e chega a surpreender algumas vezes... A megalomania normalmente presente em games da TSR também dá as caras por aqui. Ninguém é o que parece, e muitas partes do enredo parecem forçadas...

No geral, Baldurs Gate é um jogo bonito, com gráficos bons (para a època quando foi lançado...), jogabilidade amigavel, e muita possibilidade de interação com o cenário. As falas são críveis, os personagens são carismáticos, e há muitas atrações para quem joga Forgotten Realms como RPG de mesa, pois muitos personagens importantes dos livros de RPG estão presentes no game...

Os Reinos Esquecidos

O jogo é realmente muito bom, uma surpresa muito agradavel para quem aprecia RPGs. No entanto, há alguns pontos negativos ao longo do game.

Algumas criaturas são muito poderosas para serem encontradas espalhadas pelo cenario. É frustrante ser morto por um monstro que não tem nenhuma relevancia no enredo do jogo...

Alguns combates são mesmo muito dificeis, mas nada que atrapalhe muito a jogabilidade. Em suma, se não fosse alguns detalhes técnicos, seria um dos melhores jogos de RPG eletronico já criados...

19 de setembro de 2006

Diablo II


Diablo II (**)

Diablo foi um dos mais incriveis jogos de compuutador da década de 90. Personagens cativantes, enredo sombrio, clima tétrico, muita ação, terror e mistério. Logo a Blizzard se viu obrigada a lançar uma continuação para saciar os inumeros fans destes jogos. Entao surgiu Diablo II. Seguindo a mesma premissa do primeiro jogo, esse jogo mantem a perspectiva de terceira pessoa, muitos monstros, armas e personagens do original.

In infernun veritas....
A principal idéia por trás de Diablo II é fazer um jogo para saciar os fans do original e suprimir os (poucos) pontos fracos dele.
Diablo II é um jogo muito atraente, principalmente do ponto de vista gráfico. Praticamente qualquer arma ou peça de armadura equipada no personagem reflete no corpo dele. Há também muitos monstros, classes e magias novas.
Enquanto o Diablo original trazia três classes (guerreiro, mago e arqueira), Diablo II trás cinco novos personagens. Ao contrário do original, onde qualquer personagem podia aprender qualquer magia (contando que tivesse poder para tal), neste cada um possui suas próprias habilidades, que evoluem com pontos, podendo gerar uma grande gama de possiblidades para estratégias.
Os novos personagens são: o Bárbaro, voltado para o combate corpo-a-corpo; o Paladino, com auras de cura e ataque para ajudar aliados; a Feiticeira, com muitas magias (a maioria é direto do jogo original); a Amazona, voltada para ataques à distância, com arcos e lanças; e o Necromante, que pode amaldiçoar os inimigos e controlar mortos-vivos.
Além dos novos personagens, o jogo trás ótimas idéias. A melhor delas é a de armas com "slots", espaços. Ao longo do jogo você pode encontrar gemas e runas, que podem ser inseridas nestes "slots", dando efeitos mágicos à arma. Isso possibilita criar armas mágicas customizadas.
Outra ideia é a das "runewords", palavras mágicas que podem ser formadas com as runas que, se equipadas do modo correto, transformam uma arma com "slots" em um artefato poderoso.
Há também um item chamado "Horadric Cube", um cubo mágico capaz de transformar itens em outros. Você pode, por exemplo, colocar três gemas iguais para transforma-las em uma mais poderosa. Há inúmeras "receitas" para o Horadric Cube, algumas incluem transformar armas de um tipo em outro (adagas em espadas), criar itens mágicos, poções.....
O enredo, ponto forte de qualquer game da Blizzard, é algo de espetacular. As belíssimas cutscenes dão um clima todo especial ao jogo, são muito bonitas de se ver e também muito adequadas à história do game. Em Diablo II, o mal se ergueu novamente, e heróis são necessários para acabar com ele de uma vez por todas. O enredo é tão envolvente e cheio de surpresas e reviravoltas que é impossível dizer mais sem fazer spoilers....
Outra ideia ótima é a do ajudante. Enquanto você controla seu personagem, você também pode pagar mercenários para te ajudar. Você pode equipar seu mercenário com os itens que quiser, e eles recebem experiência e se tornam mais fortes com o tempo.
Ignis Infernun
Mas, se Diablo II tem tantos pontos positivos, por que motivo ele recebeu tao poucas estrelas???
Apesar de ser divertido, Diablo II tem muitos pontos negativos, e muito importantes.
O primeiro com certeza é a qualidade gráfica. A qualidade gráfica é muito baixa, os personagens parecem desfocados e achatados, tudo é muito "quadrado".
Alguns inimigos são muito difíceis de se matar. O motivo? São muito pequenos e rápidos, sendo muito complicado clicar neles para o personagem atacar. Muitas fases são enjoativas, muito grandes, sem surpresas ou sustos do jogo original.
O clima do jogo também não condiz com o das cutscenes. O jogo é muito inconstante. Começa em um cenário parecido com o do game original, depois muda para um deserto, depois para um pântano e depois para um inferno feio, cinzento e escuro, bem diferente do original. Não há motivo verdadeiro para tais mudanças de cenario, e a estrutura do jogo muda tanto que parece que quatro times diferentes fizeram o game, um para cada cenario.
A musica tambem naum ajuda. Se no original tinhamos uma trilha sonora assustadora, neste ela naum é nem mesmo empolgante. Os efeitos sonoros são ruins, e alguns inimigos tem sons irritantes...
Mas o maior e principal ponto negativo de Diablo II é justamente negar o que o original tinha de bom. Se em Diablo cada novo jogo era único, isso não acontece neste game. As missões são fixas, assim como os cenários. Alguns labirintos mudam de forma, mas nada que chegue ao pé da genialidade do original.
Tudo isso torna Diablo II um jogo de ação qualquer, sem o clima do primeiro, sem o carisma do primeiro e, principalmente, sem a inovação do primeiro.
site oficial: www.blizzard.com/diabloii

15 de setembro de 2006

Diablo


Diablo (*****)

Diablo é um jogo que fica na linha divisória entre ação e RPG.

Por um lado não há linhas de diálogo para se escolher, e há pouca semelhança com os RPGs ocidentais baseados em D&D e AD&D. Por outro lado, há bastante interatividade com os personagens secundários, podendo-se inclusive ficar fofocando com eles sobre a vida alheia. Seu personagem também evolui, ficando mais forte com o tempo.

Um jogo infernal

Diablo é realmente uma experiência assombrosa. Ao começar o jogo, você pode escolher entre três personagens: O guerreiro, forte em combate corpo a corpo; a arqueira, forte à distância; e o mago, forte com magias.

O enredo do jogo é muito bem feito, como qualquer game da Blizzard. Em uma pequena vila medieval, algo de estranho começou a acontecer nas cavernas sob a igreja local. Em pouco tempo o príncipe sumiu, o rei enlouqueceu e exércitos de mortos-vivos e demônios tomaram as catacumbas da construção. Os personagens, voltando para a vila depois de um longo tempo fora, se veem obrigados a resolver o caos que o local se tornou.

Além da trama principal, há inúmeras tramas secundárias, histórias mal resolvidas, personagens cativantes e muitas boas idéias bem aplicadas no game.

O ponto mais divertido do jogo é o fato de que ele nunca cansa o jogador. Toda vez que se começa um novo jogo, se tem um mapa totalmente novo, as missões são sortidas, assim como os inimigos, armas, magias.... Sempre que se começa um novo jogo em Diablo se começa um jogo completamente diferente.

Outro ponto positivo é a criatividade dos programadores da Blizzard. O clima do jogo é tenso e pesado o tempo todo. Jogar à noite e com headphones é uma experiência realmente assustadora. Todos os personagens secundários são interativos. Alguns vendem equipamento ou curam, outros contam fofoca ou conversam sobre as quests. Embora não existam opções de diálogo, todas as falas são interessantes, algumas até divertidas, destaque para o bêbado, que possui as melhores falas do game.

Além do ótimo clima, a trilha sonora é magistral, os gráficos são muito bons (para a época), principalmente os das armas e armaduras. A jogabilidade é simples e divertida, sendo que muitos inimigos realmente metem medo.

O Inferno são os outros...

Em termos de criatividade, Diablo só é vítima da idade. Alguns gráficos envelheceram, e é visível que poucas armaduras mudam o personagem quando usadas. No entanto, Diablo é um game acima da média, mesmo para a Blizzard, responsável por alguns dos melhores games já lançados...

-site oficial: www.blizzard.com/diablo

Curiosidades:

- Diablo teve um pacote de expansão chamado Hellfire. Pouco inspirado, ele apenas acrescenta alguns locais extras e um personagem novo, o Monge.

- Às vezes, quando se anda pela cidade, pode-se escutar a melodia da música Hotel California, da banda Eagles. É engraçado lembrar que essa música, segundo teorias de conspiração, possui mensagens subliminares satanicas.

- Há algumas piadas de humor negro em Diablo. Há nas hordas infernais um monstro chamado "El Chupacabras", assim como há também um vestido de açogueiro e chamado "The Butcher" (O açogueiro). Tmabém há, na fase inferno, vários monstros chamados "Advogados"...

7 de setembro de 2006

Fallout 2


Fallout 2 (*****)

Poucos jogos de RPG podem se gabar terem liberdade de ação como Fallout 2. Antigo, de 1998, este jogo é a continuação de um ainda mais antigo. Fallout original era do tempo dos jogos em disquete (o quel, infelizmente nunca consegui encontrar para resenhar aqui...).
Fallout 2 não é só um dos melhores (senão o melhor) jogos de RPG ocidentais já feitos. Embora os gráficos sejam um tanto quanto antiquados, eles são quase um ddetalhe perto da genialidade deste jogo.

Um futuro brilhante e reluzente
Fallout 2 foi feito pelos mesmos produtores de games de D&D (D&D 3ª Edição e AD&D), mas, ao invés de se basear nos RPGs medievais, este game segue um RPG de mesa de tematica futurista, o hoje extinto Alternity (que vem em PDF no CD do game).
O sistema de construção de personagens é simples, e já vem três personagens prontos, para jogadores que prefiram não criar os seus. Várias características são interessantes, como uma que faz as mortes próximas do personagem serem extremamente sanguinolentas...
O enredo é bastante criativo. Em um futuro próximo, uma guerra nuclear devastou a humanidade, apenas os humanos que se esconderam em abrigos anti-atômicos ("Vault") sobreviveram sem maiores problemas. No mundo externo, a radiação transformou boa parte dos humanos em mutantes horrendos. A tecnologia regrediu, e muitos voltaram a viver como selvagens, em tribos esparsas que vivem da caça de animais mutantes e colheta de frutos. No Fallout original, um sobrevivente do Vault 13 salvou o mundo de um vilão maligno e depois se exilou em uma tribo primitiva.
Seu personagem, depois de uma série de testes, é proclamado "descendente do heroi do Vault 13", e sai em busca de ajuda para os moradores da vila. Além do enredo principal (que conta com cinematics (filminhos) muito bons para a tecnologia da epoca), há inúmeras sidequests e enredos secundários, inclusive alguns que fogem totalmente da estoria principal. Por exemplo, em certas partes do jogo o personagem tem a oportunidade de se tornar um caçador de Geckos (lagartos gigantes) ou caçador de escravos, e cumprir missões destas profissões e deixando para trás o enredo principal.
O jogo tem muitos pontos positivos. Um deles é a enorme variedade de cidades, civilizações e locais para se explorar, embora não seja uma boa idéia se distanciar muito de sua vila até ser forte o suficiente para sobreviver nos ermos do mapa. Andando a esmo pelo mapa, você pode encontrar inúmeros acontecimentos especiais, que vão desde eventuais inimigos e animais mutantes até lutas entre facções pós apocalípticas e referencias engraçadíssimas a obras de Ficção Científica, como O Guia dos Mochileiros da Galáxia, Jornada nas Estrelas (Star Trek), Guerra nas Estrelas (Star Wars), 1984, Guerra dos Mundos e até a obras de Monty Python e o Magico de Oz....
Outro ponto positivo é a aquisição de "peculiaridades" ao longo do jogo. Qualquer ação desenvolvida pelo personagem com frequencia traz anotações para a ficha do personagem, e os outros reagirão de forma diferente dependendo das peculiaridades de seu personagem. Coisas como "caçador de escravos" podem provocar hostilidade da parte de primitivos, enquanto "limpador de curral" provoca diálogos engraçados...
Mais um ponto interessante é a ligação entre o RPG eletronico e o RPG de mesa. Além do jogo trazer os livros de Alternity em PDF, tb é possível usar a tela de construção de personagens do game para gerar personagens do RPG de mesa e imprimi-los.
Os diálogos são bem pensados, não há inocência excessiva nas falas, o que torna muito mais fácil jogar com um personagem mais "cool".
Os combates são em turnos, o que ajuda a usar várias habilidades. A cada turno, o personagem tem "pontos de ação", que podem ser utilizados para se movimentar, atacar, atirar ou mirar ataques em partes específicas dos inimigos. Ataques localizados tem efeitos diferentes, como derrubar os inimigos ou a arma deles.
Futuro sombrio
Se o game tem alguns pontos fracos, este é com certeza o modo de combate. O modo de combate abre automaticamente se tem algum ser hostil nas proximidades, mesmo que você não queira lutar. Não é possível usar duas armas ao mesmo tempo (inclusive alguns personagens reclamam disso durante o jogo...hehehe), e os tais "pontos de ação" atrapalham muito, sendo que em muitas rodadas não é possível fazer nada além de andar.
No entanto, esses pequenos problemas não chegam a atrapalhar, o jogo é muito maior do que isso, e pequenos detalhes como estes não comprometem a diversão.
Com certeza Fallout 2 é o melhor de todos os jogos de RPG ocidentais. Muito bom mesmo.

3 de setembro de 2006

NeverWinter Nights


NeverWinter Nights (***)

Games de RPG normalmente dividen-se em dois tipos: o asiático, como a série Final Fantasy, e o ocidental, normalente produzido pelos mesmos estúdios resposáveis pelos RPGs de mesa, como a série Baldur's Gate.
Enquanto os RPGs asiáticos privilegiam o enredo do jogo, com personagens carismáticos e tramas cativantes, os ocidentais se preocupam com a liberdade de ação e com a semelhança entre o jogo eletrônico e o de mesa.
Neverwinter Nights (NWN) é a grande aposta dos veteranos do D&D eletrônico para continuar a saga vitoriosa dos games antigos, como Baldurs Gate e Planescape Torment.


Noites sem inverno
Os games baseados no RPG de mesa Dungeons & Dragons (D&D) sempre tiveram um público cativo, sendo que foram um dos primeiros games de computador, antes do advento dos gráficos animados, jogos compostos apenas de texto já eram baseados no D&D de mesa. Esse sucesso continuou com inúmeras séries, como Eye of the Beholder, Baldurs Gate, Planescape Torment, Icewind Dale, Pool of Radiance e inúmeros outros. Praticamente todos os cenários do jogo de mesa foram adaptados para jogos eletrônicos.
NeverWinter Nights chegou com uma proposta interessante, a de adaptar a terceira edição do jogo de mesa para o PC, de forma mais competente que o anterior Pool of Radiance. De fato, NWN é bem sucedido em diversos aspectos. Um dos mais louváveis é sua fidelidade ao jogo de mesa, praticamente tudo o que é possível com personagens do D&D também é possível em NWN, o modo de criação de personagens é praticamente o mesmo, assim como as magias, armas, equipamentos e tudo o mais.
Ao contrário dos anteriores, NWN possui gráficos totalmente 3D, com belos efeitos de iluminação, sombra e, principalmente os detalhes dos equipamentos dos personagens. Monstros do jogo de mesa também estão presentes no game, como orcs, ogros, mortos-vivos e, principalmente, dragões (que são mais fáceis de matar no D&D do que em NWN...diga-se de passagem...).
O game também tem uma possibilidade enorme de personalização do personagem. Além de escolher cor de cabelo, pele e face, você também tem a opção de personalizar o equipamento de seu personagem, se você tiver instalado os pacotes de expansão.
Esses também são um dos pontos positivos do jogo. Mesmo após terminar o enredo principal, a aventura ainda está longe de acabar. Há vários pacotes de expansão à venda, além de o jogo contar com um gerador de campanhas, que apesar de muito difícil de se dominar, permite criar uma aventura tão boa ou melhor que o enredo oficial do jogo.
Noites mal dormidas
Como sempre, nem tudo é perfeito. NWN também tem seus pontos fracos, bastante fracos por sinal.
O principal ponto negativo do jogo é irmão gêmeo de um positivo. Os gráficos, apesar de bonitos, são muito geométricos, com muitas arestas, as cores em tom pastel são enjoativas, e as texturas se repetem muito. Muitos túneis, masmorras e prédios tem paredes exatamente iguais e, embora isso não seja uma desvantagem muito grande, acaba por tornar o jogo graficamente repetitivo e enjoativo...
Outro ponto negativo é o enredo. Muito simplório, trata de uma doença mortal que está dizimando a cidade de NeverWinter Nights. A estória do game não se torna cativante em nenhum momento, muitos personagens são esteriotipados e a pretensa "liberdade de ação" é simplesmente arremessada para o alto conforme o enredo transcorre. Afinal, se você cria um personagem mau, por que cargas d'àgua ele tem que ajudar uma cidade pestilenta?
Os cenários também são muito fechados. Se em Baldurs Gate e nos jogos mais antigos você podia simplesmente "passear" pelo mundo do jogo em busca de inimigos aleatórios e sidequests, em NWN isto é quase impossível. Todos os cenários tem ligação com o enredo principal, e você não pode simplesmente sair explorando sem ser obrigado a cumprir a missão principal....
Outro problema visível é a àrvore de falas. Muitas das falas disponíveis para seu personagem simplesmente não condizem com a personalidade que você pode escolher ao monta-lo (tendências). Você pode criar um cara mau e caótico, e ter opções de fala simplesmente rídiculos de tão inocentes. Por outro lado, é engraçado perceber que personagens com inteligência baixa não conseguem falar direito, e ficam pedindo para os interlocutores repetirem o que falaram...
Se por um lado NWN é ótimo, principalmente como plataforma de jogo para as missões, o enredo principal é bastante fraco....
site oficial: nwn.bioware.com

2 de setembro de 2006

Setembro no Blog

Setembro é um mês interessante.... tem 7 de setembro (feriadao da independencia) , tem 11 de setembro (bin Laden's day! hehehehe). E Setembro aki no Blog da Resenha é dedicado aos games de RPG!
Vamos resenhar games de RPG, como sempre, um por semana, para ver quais são os melhores, quais os piores e quais valem a pena.
Aguardem, vamos começar em grande estilo, com Neverwinter Nights ainda essa semana!!!!

27 de agosto de 2006

Command & Conquer: Renegade



Command & Conquer: Renegade (*)

Dizem que de boas intenções o inferno está cheio... Command & Conquer então deve estar ocupando a primeira fila de lá.

A idéia era boa. A série Command & Conquer, desde seu surgimento em 1996, sempre foi clássica. No entanto, sempre foi focada na estratégia em tempo real (RTS). Fazer um novo jogo da série como shooter de ação era uma excelente idéia, principalmente para se colocar o mundo do RTS na visão de um soldado.

Boas idéias

A série Command & Conquer tem um dos melhores enredos entre jogos de RTS. Tudo começa depois da II Guerra Mundial, Albert Einstein, com uma máquina do tempo, volta aos anos 1930 e impede que Hitler entre para o partido nazista. Resultado, a II Guerra Mundial não aconteceu, mas uma guerra atômica entre a URSS (União Soviética) e a GDI (Global Defense Initiative, Iniciativa de Defesa Global, uma união de EUA com Europa Ocidental).

Anos depois, o que sobrou da guerra foi a GDI e a NOD (um grupo terrorista dissidente da antiga URSS). Depois de uma longa trégua, a guerra reinicia com a descoberta de um mineral extraterreste, o Tiberium, altamente radioativo, que se reproduz no planeta Terra.

A série Command & Conquer se divide em duas. A clássica acontece na guerra entre a GDI e a NOD, enquanto a série Red Alert narra o passado, no conflito entre a URSS e a GDI.

Renegade se passa na série clássica, onde você comanda um Comando, um soldado poderoso e treinado em todo tipo de combate e uma das unidades do RTS. No enredo, a guerra contra a NOD se agrava, e você deve se infiltrar além das linhas inimigas atrás de Kane, lider da NOD.

A idéia principal da série é mostrar o universo de C&C em outra perspectiva. Você pode entrar dentro das construções do RTS, usar os veículos e combater as unidades da série. Todas as construções são extremamente detalhadas, com banheiros, cozinhas, centros de treinamento, oficinas, dormitórios... tudo o que deveria existir dentro de quarteis e fábricas de veículos de verdade.

Além do modo Single Player, o jogo conta com Multiplayer e um tipo de jogo que seria o diferencial deste game, o modo Command & Conquer. Neste modo você lutaria em combates do RTS, podendo escolher o lado, as armas, construir veículos e soldados, tudo em primeira pessoa o que os fans da série conhecem do RTS.

Muitos problemas

Apesar de ter tudo para dar certo, o game é um fracasso absoluto. Muitos problemas mesmo...

O modo Single Player é decepcionante. As missões são extremamente lineares, objetivos vão surgindo conforme se anda, mas quase todos se resumem a explodir algo que está à sua frente. Até mesmo as fases que acontecem em campo aberto são extremamente lineares, é impossível tomar outro caminho, surpreender um inimigo pelas costas ou algo assim. As fases são como se fossem túneis, onde você só pode andar para a frente ou para trás.

Na maioria delas não é necessário nem ler os objetivos. Atirando em tudo o que se move (e não é do seu time) você já estará cumprindo eles.

Embora os veículos e armas sejam os mesmos da série em RTS, o que agrada muito aos fans, o mesmo não acontece com os inimigos. Além dos mais tradicionais do RTS, há inimigos novos, o ruim é que eles são praticamente "clones" (para não dizer cópias) dos monstros do game Return to Castle Wolfenstein.

Além dos monstros, muitas fases também são idênticas às deste jogo, o que nos leva a pensar que a Westwood pode ter se "inspirado" nele...

Outro grave problema é quando a missão envolve resgatar ou proteger um personagem (uma das poucas onde você não tem que explodir o que aparece pela frente). Normalmente o personagem que deveria ser protegido sai correndo feito um louco, muito à sua frente, servindo de alvo para todos os ataques inimigos antes que você possa fazer qualquer coisa... Um comando "venha/pare" tornaria estas missões mais jogáveis.

O modo Command & Conquer seria o grande diferencial deste jogo, onde você poderia jogar o RTS em primeira pessoa, no entanto, ele tem um grave problema. Este modo tem um cenário só. Por estranho que pareça é verdade, há apenas um único cenário, mas sem nenhum aviso disso, ou seja, quem não sabe vai passar horas tentando descobrir como mudar o cenário.... Nenhum patch lançado pela Westwood conserta o problema....

Embora seja um modo de jogo interesssante, o único cenário presente é minúsculo, e cansa logo na terceira ou quarta vez que se joga nele. Consiste apenas das duas bases (NOD e GDI), um morro e um campo de Tiberium...

Outro problema, as estruturas de defesa das bases são quase indestrutíveis, os soldados do seu time são umas moscas mortas, ficando só andando de um lado para o outro, e o tempo de jogo é muito rápido, não dando tempo para destruir a base inimiga....

As cutscenes também são fracas, com os mesmos gráficos do jogo. Não tem como jogar contra Boot no modo Multiplayer e o jogo Single Player é fácil, sem graça, sem criatividade e mal feito.

Site oficial: www.ea.com/Renegade

25 de agosto de 2006

Warzone 2100



Warzone 2100 (****)

O que você mais quer de um RTS (Real Time Strategy, game de estratégia em tempo real)? Unidades customizadas que podem ser adaptadas à sua estratégia? Muitas tecnologias à disposição para pesquisar? Diversas opções de construção? Gráficos tridimensionais?

Quando se fala em Warzone, pouca gente conhece este ótimo RTS. Talvez grande parte do anonimato de Warzone 2100 se deve à falta de uma campanha de marketing eficaz por parte da Eidos (a mesma produtora por trás do sucesso de Tomb Raider).

Zona de Guerra

Warzone é um RTS que trás muitas boas idéias, até então inéditas ou subutilizadas em outros games. A princípio o jogo não parece grande coisa. Por ser um pouco antigo, as cutscenes (os "filminhos" do jogo) não são lá muito impressionantes, e o menu principal também carece de um tratamento gráfico melhor.

O enredo também não é lá muito original. Em um futuro próximo, por volta de 2050, uma guerra nuclear devasta a Terra. Apenas alguns humanos sobrevivem ao cataclisma, em refúgios subterrâneos. Em 2100, depois da radioatividade diminuir, os sobreviventes saem do subsolo para "reconstruir" o planeta, e ai começam a ocorrer conflitos entre grupos de sobreviventes.

O jogo em si, no entanto, é o que realmente impressiona. As unidades são totalmente customizáveis, e, conforme você destrói fábricas e centros de pesquisa inimigos, você pode "roubar" tecnologia deles, recebendo novas peças para montar suas unidades. Seus subordinados podem ser montados de acordo com sua estratégia, desde veículos fracos, porém rápidos e baratos, até tanques lentos mas resistentes.

Cada unidade tem três partes: o corpo, que pode ser mais ou menos resistente; a propulsão (rodas, esteiras, holvercraft, asas...), que define a velocidade dele e também ajuda na resistência; e as armas/utilidades. Neste quesito tem-se uma variedade enorme de armamentos, que vão desde metralhadoras a canhões anti-tanque, baterias anti-aéreas a lançadores de mísseis e morteiros, sendo que alguns são melhores contra infrantaria, outros contra veículos e outros contra construções, e alguns demoram bastante para recarregar, dando possibilidade para inúmeras combinações. Os equipamentos de utilidade também são diversos, incluindo construtores, reparos, radares diversos entre outros.

Quanto às construções, elas seguem o padrão normal dos RTS, fábricas de veículos, centros de pesquisa, HQ... No quesito defesas, no entanto, há uma variedade enorme de opções. Além de cercas e muros, há três ou quatro tipos de construções com as mesmas armas disponíveis para veículos, como torres, barricadas, poços e casamatas. Uma torre com canhão anti-tanque tem um alcançe maior, mas é mais fácil de atingir do que uma casamata ou uma barricada com o mesmo canhão, o que encoraja inúmeras estratégias de defesa.

Há centenas de tecnologias a serem pesquisadas, entre novas peças para unidades, novas armas, novas construções, melhorias entre outras. Cada uma possui uma cutscene para aquele tipo de tecnologia. Cada tecnologia de armas, por exemplo, tem uma cutscene, o que torna o jogo muito bonito, embora os gráficos delas sejam um pouco ultrapassados.

Os gráficos do jogo em si compensam a pouca atenção dada aos menus e cutscenes. Além de bonitos (melhores que os do Warcraft III, por exemplo), não pesam tanto, permitindo que o jogo funcione em computadores mais antigos (já fiz ele funcionar em um Pentium I...). Os efeitos de iluminação são competentes, o cenário pode ser girado 360º, e os comandos para isso são simples o bastante para não confundir o jogador, como acontecia em outros jogos, como a série Myth. Também é possível aproximar a ação, colocando-se em uma visão quase na perspectiva das unidades.

Os cenários e as misões são bem variados, vão de desertos a àreas verdes e cidades em ruínas, e as missões podem acontecer tanto em locais próximos à sua base quanto em locais distantes, sendo que às vezes você deverá selecionar algumas unidades para embarca-las em direção a outros cenários.

Um ponto positivo é o fato de que sua base não precisa ser reconstruida a cada missão, como ocorre na maioria dos RTS. Sua base permanece a mesma em grande parte do jogo, permitindo aprimora-la cada vez mais ao invés de ter que construir uma nova a cada fase. Apenas em algumas fases, quando você é obrigado a evacua-la, você tem que recomeçar do zero.

Outro ponto positivo é o fato do jogo só usar uma fonte de recursos. Nada de procurar ouro, madeira, ferro, comida e etc... Você precisa apenas de petróleo. Com alguns poços e um gerador de energia você já pode começar a construir seu exército.

Mesmo com todos estes pontos positivos, Warzone 2100 sente o peso do tempo( foi lançado em 1999). Os gráficos das cutscenes são ultrapasssados, os menus não empolgam, e o enredo, por mais que ele se desenvolva bem, não é muito criativo. Está passando da hora da Eidos e da Pumpkin Studius lançar "Warzone 2"...

Requisitos de Sistema:

-Pentium 166 Mhz

-32 MB RAM

-CD-Rom 8X

-Placa de Video 2MB, aceita várias placas 3D

A Eidos não dá mais suporte ao jogo e ele não tem site oficial. Ele foi vendido na revista CD Expert nº44

23 de agosto de 2006

Age of Empires III


Age of Empires III (**)

A série Age of Empires sempre teve, desde seu primeiro jogo, o objetivo de misturar RTS (Real Time Strategy, Estratégia em tempo real) e história, de forma a divertir quem está procurando um bom game e quem procura conhecer melhor a história mundial. De fato, esta junção tornou o jogo bastante famoso entre professores da matéria, que buscam na série uma maneira de aliar informação e diversão.
O terceiro jogo da série foi lançado com a promessa de continuar a saga iniciada com o primeiro Age of Empires. O primeiro jogo teve como tema a Antiguidade, o segundo a Idade Média e o terceiro trata da Era Moderna, com as Grandes Navegações e as colônias nas Américas.
A saga do Novo Mundo
Age of Empires III é um jogo que investiu pesadamente na parte gráfica. A idéia da Microsoft era criar um jogo luxuoso, com gráficos impressionantes e realistas. Muito foi investido nisso, e o jogo é realmente muito bonito, embora não tanto quanto foi aclamado por ai....
O game também trás algumas boas idéias em relação aos anteriores da série.
Uma grande idéia foram os povos nativos das Américas. Se, em meio ao jogo, você achar uma tribo nativa, você pode construir um posto de troca na aldeia, comprando soldados e tecnologia indígena, inca, asteca, maia entre outros nativos.
Outra ideia interessante é a da Metrópole, que governa sua colônia. Matar inimigos e explorar o mapa (ou descobrir uma trilha na floresta) lhe garante pontos de experiência. Com o tanto certo de experiência você pode mandar buscar na sua metrópole coisas diversas, como mercenários, reforços, comida, ouro, madeira....
A animação das unidades também foi bem feita. Agora elas não atacam as construções com espadas e lanças, mas sim jogando tochas nelas para incendia-las. Os heróis tem poderes especiais e as unidades são produzidas nos quartéis em grupos de cinco (exceto os construtores), o que agiliza o jogo e proporciona um exército muito maior.
Beleza não poe mesa...
Embora bonito e com algumas idéias inéditas, Age of Empires III perde muito para seu antecessor, principalmente no que é o principal objetivo da série, a junção entre história e RTS.
O enredo do jogo é uma "maionese trip" indigesta, capaz de revoltar até quem não conhece história. Ao contrário de Age of Empires, onde você podia jogar campanhas com povos da Antiguidade, e Age of Empires II, onde cada campanha era a vida de um herói medieval real, como Joana d'Arc e Willian Wallace, Age of Empires III trás apenas uma campanha, sobre uma bizarra "família Black".
Na primeira parte da campanha (dividida em três partes), o total nonsense já dá o tom. Os turcos vem para a América antes de Colombo (!), e os templários os perseguem(!!), aliando-se aos astecas(!!!), e tudo para combater uma sociedade secreta chamada Circle of Ossus(!!!!), que treina animais albinos (!!!!!) e procura a fonte da juventude, que o jogo diz dar imortalidade a quem bebe de sua àgua.
A tal Circle of Ossus é formada por idiotas completos, em certa parte do jogo, eles acham a fonte da juventude/imortalidade, e em vez de beber da àgua, esperam calmamente que você a destrua (e desde quando balas de canhão destroem fontes de àgua???!!!).
Além do enredo maluco, o jogo também tem inúmeros problemas. O principal é de ordem econômica. Por qual razão a Microsoft deixou que torrassem dinheiro em quase uma dezena de civilizações com características, unidades, construções e dublagens diferentes, se há apenas uma campanha? Obviamente se investiu muito no modo Multiplayer, deixando o modo Single Player a ver navios...
A tão aclamada excelência gráfica do jogo tem alguns problemas também. A maioria dos gráficos belíssimos diz respeito a efeitos de sombra, àgua e iluminação. Quando todos eles estão ligados o jogo fica lento, tende a travar e acontecem bugs gráficos em máquinas menos potentes. Quando desligados, o cenário perde muito da sua beleza.
A jogabilidade também decepciona. Enquanto no Age II tinhamos uma caixa de texto explicando qual unidade era melhor contra certo inimigo, no Age III temos uma confusa caixa de texto cheia de números e símbolos que mais confundem do que informam, o que acaba levando a estratégia ao mesmo patamar do Age of Empires original: faça muitos soldados e vença na superioridade numérica.
Outro problema é a escassez de àrvores. Mesmo a mais densa selva acaba em poucos minutos, e, enquanto ouro e comida podem ser providenciados em construções como as fazendas e plantations (latifúndios), o mesmo não acontece com a madeira.
Certas construções possuem limite para o cenário. Tudo bem que centros de cidade e fortes sejam limitados, mas colocar limites em torres de defesa é algo que beira o absurdo. Como você não pode construir nem mesmo uma dezena de torres de defesa (que por sinal são muito fracas), acaba sendo necessário deixar tropas em sua colônia para protege-la...
Algumas idéias do jogo também não são muito boas. Ao longo do cenário você pode encontrar "tesouros". estes tesouros são protegidos por "guardiões", que podem ser animais, piratas, indios, bandoleiros entre outros. Acontece que só os herois podem resgatar os tesouros, e eles, na maioria das vezes não valem à pena. Você sacrificaria dois ou três mosqueteiros em uma luta contra ursos para recuperar um aldeão ou 50 peças de ouro?
Outra idéia inútil: A cada missão é possível "personalizar" sua metrópole. Seria divertido, se a tal "personalização" não se resumisse a bandeirinhas, telhados de cores diferentes e pessoas andando na rua... E ainda é preciso pontos especiais para adicionar essa frescura numa tela raramente usada no jogo...
Outra bizarrice é o fato de os heróis serem imortais. Eles nunca morrem, apenas caem e ficam recitando poesia (!) até serem resgatados por tropas. Se a idéia funcinou bem em Age of Mitology (afinal heróis mitológicos raramente morrem...), em Age III ela parece simplesmente ridícula.
Veredito final, Age III confirma o ditado de "beleza não põe mesa". Feito para ser bonito e para fazer a festa em Lan Houses, o game decepciona quem quiser joga-lo em modo Single Player, é pesado, exige um computador de última geração e é inútil para ser usado por professores de história...
-site oficial: www.ageofempires3.com

22 de agosto de 2006

GTA Vice City


GTA Vice City (****)

GTA Vice City é o quarto jogo da série GTA, da produtora Rockstar, assim como os outros seis jogos da série, tem como ponto forte a grande liberdade de ação e o tom bem humorado e politicamente incorreto. O jogo segue a linha iniciada com GTA3, com perspectiva de terceira pessoa (estilo Tomb Raider).

Grand Theft Auto (algo como "grande ladrão de carros") Vice City é um jogo, no mínimo, impressionante. A parte gráfica é um destaque à parte, com gráficos bem trabalhados, veículos e personagens bem detalhados e iluminação excelente. O ambienete do jogo remete aos coloridos anos 80, com todo o visual espalhafatoso de uma Miami da "era disco", como camisas floridas, ternos rosa choque, carros tigrados, òculos Ray-ban e todo o exagero próprio da época.

O enredo principal do jogo é a dura vida de Tommy Vercetti, um capanga de mafioso que, após ser emboscado e perder o dinheiro do chefe, é obrigado a recupera-lo nas ruas sujas de Vice City. Como não poderia deixar de ser, tratando-se de um jogo da Rockstar, há uma infinidade de missões secundárias, sem ligação com Tommy. Há inúmeros veículos com missões próprias, como viaturas policiais, ambulâncias, carros de bombeiros e motos de pizza, além de missões tipo "rampage" (massacre), onde você tem um tempo limite para eliminar uma quantidade certa de marginais ou veículos. A liberdade de ação também possibilita sair pela cidade fazendo o que quiser, de roubar carros e lojas a iniciar perseguições cinematográficas pelas ruaas de Vice City.

A Cidade
GTA Vice City tem muitos pontos positivos. Muitos mesmo. Além da enorme liberdade de ação (você pode fazer quase tudo pela cidade, de comer pizza a comprar estabelecimentos, como fábricas de barcos, redes de taxi e até um bordel) o jogo mostra um cenário completo. A Vice City é uma cidade enorme, com ambientes que vão de praias a favelas de imigrantes haitianos e cubanos, aeroportos, portos, depósitos de lixo, mansões, becos e até um quartel do exército. Os personagens da cidade mudam de acordo com o horário e as condições climáticas. Pode-se ver pessoas fazendo cooper na praia pela manhã, enquanto prostitutas e mendigos infestam as calçadas durante a noite. É possível ver muitas coisas acontecendo na cidade o tempo todo, de brigas de gangues a perseguições policiais, atropelamentos e, ocasionalmente, até mesmo o personagem do jogador pode ter o carro furtado por outro ladrão...
Outro ponto positivo de GTA Vice City é sua trama, muito bem amarrada, com muitos personagens secundários carismáticos e divertidos. As missões seguem uma ordem mais ou menos linear, embora muitas vezes várias delas apareçam ao mesmo tempo, permitindo ao jogador escolher qual ele quiser resolver primeiro.
Muitas e pesssoas na cidade podem interagir com o jogador, normalmente vendedores e prostitutas, e pode-se entrar dentro de algumas construções, como a boate e o shopping center, o que torna o jogo muito mais rico e acrescenta muitas possibilidades de ação.
Nem tudo são flores....
GTA Vice City chega muito perto de ser um jogo perfeito... mas, como todos sabem, ninguém é perfeito. O principal problema do game é a diferença monstruosa de dificuldade das missões. Algumas são estupidamente simples, não requerendo nenhum esforço para serem completadas, enquanto outras são absurdamente difíceis, como a tenebrosa "demolition man" (na qual você tem que colocar bombas em um edifício em construção usando um helicóptero de brinquedo. O tempo é escasso, o helicóptero é lento e muito difícil de manobrar, explode facilmente se for atacado ou encostar nas paredes e é alvo de atiradores e inimigos o tempo todo....). Pior ainda é quando estas missões absurdamente difíceis não estão no final do jogo, mas sim no meio e até no início dele!
Outros problemas menores são os bugs gráficos, muito comuns quando se dirige muito rápido. Nestas situações os obstáculos parecem "sumir", sendo muito fácil colidir com muros, palmeiras ou outros carros.
Embora tenha alguns pequenos problemas, GTA Vice City é um ótimo jogo. São tantas as missões secundárias que é diversão garantida mesmo após as missões do enredo principal terem sido terminadas.
Boato...
A Rockstar é famosa por deixar coisas ocultas em seus jogos, os famosos "easter eggs" (literalmente "ovos de páscoa", conteúdos ou programas ocultos). Circula um boato na internet de que, se a pessoa tiver instalado no mesmo computador os jogos GTA Vice City, GTA San Andreas e GTA3, uma estrada se abrirá em cada cenário, possibilitando que personagens de um jogo "viajem" para a cidade do outro jogo...
De fato, se você voar com um helicóptero ou avião perto do farol da praia, em GTA Vice City, poderá ver no minimapa uma estrada "fantasma" ligando uma rua ao limite do mapa... Seria a estrada para San Andreas ou Liberty City???
Ficha Técnica
-Pentium III/ Athlon/ 1.2 Ghz Celeron/Duron
-128 RAM
-CD/DVD 8X
-915 MB espaço livre
-Placa 3D (32 MB)
-Windows 98/ME/XP