29 de janeiro de 2008

Soul Calibur III

Soul Calibur III (****)

O que você espera de um game de luta? Muito sangue voando na tela? Golpes absurdos? Inimigos criativos e desafiadores? Personagens carismáticos? Jogabilidade? Excelência gráfica?

Pois pode acreditar, Soulcalibur III tem tudo para deixar qualquer amante de jogos de luta apaixonado desde a primeira partida...

Espada da Alma
Muitos games de luta tem um calcanhar de Aquiles, o enredo. É difícil arrumar uma motivação para colocar tantos personagens diferentes para brigar em arenas, por isso grande parte deles apelam para a manjada história de um "campeonato mundial (ou universal, ou dimensional...) de luta". Tanto Street Fighter quanto Mortal Kombat e The King of Fighters usam do mesmo pretexto.
Em questão de enredo, a série Soulcalibur possui um grande diferencial. Aqui a história gira em torno de duas espadas mágicas, em algum tempo entre a Idade Média e a Idade Moderna. A espada maligna Soul Edge, capaz de corromper o usuário, causou muitos problemas ao transformar o cavaleiro Siegfried em um monstro sanguinário conhecido como Azure Knight (algo como "Cavaleiro Azul") ou simplesmente Nightmare ("pesadelo").
Após muito quebra-pau nos dois Soulcalibur anteriores, a terrível Soul Edge teve seu poder lacrado por uma espada mágica benigna, a Soulcalibur. Siegfried, livre do poder da espada maléfica, resolveu escondê-la, para que nunca mais cause transtornos no mundo.
Cada personagem deste game (e são dezenas deles...) tem alguma ligação com a história das duas espadas. Alguns querem destruí-las, outros utilizá-las e outros desejam apenas impedir que qualquer um tenha acesso a elas. As histórias individuais são extremamente bem construídas, e em poucos "rounds" você já estará escolhendo aqueles de quem gosta mais e aqueles que detesta.
O game, além de um jogo de luta competente, é também uma plataforma de entretenimento completa. Se você tiver em dúvida qual game comprar para seu PS2, não pense duas vezes, Soulcalibur trás a maior quantidade de games diferentes em um só...
Para jogar sozinho, há cinco tipos de game.
No modo "Tales of the Souls" você joga um game de luta interativo, seguindo a história de cada personagem. Conforme o jogo vai narrando a vida de cada um, são apresentadas alternativas que você pode escolher. Cada alternativa te leva a um lugar diferente do mundo, enfrentando inimigos diferentes, sendo que muitos são personagens do game, e outros são lutadores gerados pelo game, com as roupas e armas do gerador de personagens. As histórias são convincentes, e a medida que se avança nelas, é possível "abrir" novas armas, roupas, personagens, arenas e itens como ilustrações e filmes especiais.
O modo "Arena" trás lutas especiais, onde você deve cumprir missões específicas. Todas são muito criativas e divertidas. Há lutas onde você deve correr atrás de inimigos fujões, outras onde você deve passar a "batata quente" para as mãos de seu oponente antes que o tempo acabe, e outras onde o cenário esconde armadilhas...
O modo "Quick Play" é similar aos games de luta tradicionais. Neles você escolhe um personagem e enfrenta diversas lutas seguidas, contra outros oito personagens do jogo. Não é muito criativo, mas é um modo bem útil para aprender os controles e bem mais rápido de terminar.
Em "World Tournament" você pode criar um torneio para você, e também jogar por rede, caso seu PS2 seja conectado à rede telefônica.
Talvez o modo mais criativo do game seja o "Tales of the Sword", um jogo de estratégia RTS com os personagens do game. Neste modo, você é convidado a construir um personagem usando o gerador de Soulcalibur III, e depois o game segue contando a "história" dele, desde quando era oficial no exército até sua ascensão como guerreiro lendário. Em mapas estilo RTS, você pode comandar seu personagem e diversos outros que se unem a você no decorrer da história, invadindo fortalezas, lutando em campo aberto e armando estratégias. Os combates em campo aberto podem acontecer como em um RTS, mas também podem ser lutados como em uma arena de jogo de luta. Quando se invade uma construção, a tela muda para uma arena de Soulcalibur, onde você irá lutar contra o oponente...
Para mais de um jogador, tem-se a oportunidade de lutar em missões da arena, jogo "um contra um" normal e especial, onde você pode abilitar poderes para as armas.
No quesito "gráficos" o game é espetacular. As texturas são belíssimas e os movimentos são fluidos e bem calculados. As arenas também são espetaculares, e o efeito de luz e sombra impressiona muito.
Nem tudo são flores... ou espadas...
Embora seja impressionante, e tenha uma excelente jogabilidade, Soulcalibur III tem alguns pontos fracos.
A excelência gráfica do game tem seu preço, os loadings são extremamente demorados, e há loadings em todo lugar. Escolher uma arma diferente ou uma roupa variante para um personagem já gera quase meio minuto de loading. Pode não parecer muito, mas para quem está escolhendo um personagem, isso é uma eternidade...
O loading para as lutas também é extremamente demorado. No modo "Tales of the Souls" pelo menos há a história do personagem para se ler enquanto espera, mas no modo "RTS" isso atrapalha muito...
Há alguns pequenos "bugs" gráficos. Coisas como bainhas e cabelos que passam através de capas e chapéus, e coisas similares. Não chega a atrapalhar o game, embora seja engraçado às vezes ver tais coisas acontecendo.
O jogo também tem muitos recursos pouco úteis, como a possibilidade de mudar a cor da roupa de um dos personagens principais. Cada um deles tem quatro modelos de vestimenta e cores diferentes, e raramente o jogador se sentirá motivado a esperar um loading de alguns minutos apenas para mudar a cor do cabelo ou do cinto de algum deles...
O gerador de personagens de Soulcalibur III é divertido, mas tem muitos pontos fracos se comparado ao gerador de, por exemplo, Mortal Kombat Armageddon. Embora seja possível escolher rostos, cores, cortes de cabelo e roupas/armaduras de seu personagem, não se pode mudar o tipo físico dele, nem criar monstruosidades como alguns lutadores do jogo. Ou seja, todos os personagens customizados tem o mesmo corpo, nenhum é gordo, magro, baixo, musculoso, alto...
Pode parecer implicância, mas a longo prazo as opções de criação de personagens se esgota, e fica tudo com um certo gosto de "deja vu". As roupas e armaduras também oferecem problema similar. Não é, por exemplo, possível recriar com o gerador qualquer personagem principal do jogo...
Como o enredo acontece nos finais da Idade Média, tem-se à disposição uma grande quantidade de armaduras européias, japonesas e chinesas. Estranhamente, embora existam personagens nativos do oriente médio, não há armaduras ou roupas estilo árabe para o gerador de personagens... Se você queria usar algum personagem estilo "Lawrence da Árabia", esqueça...
Uma desvantagem grave de Soulcalibur III está no som. As músicas são enjoativas, as vozes nem sempre compensam, e o narrador é o pior de todos. Simplesmente não há como desligar o chato do narrador sem tirar também a voz de todos os personagens, mas ficar ouvindo aquele cara é simplesmente insuportável.
Ao contrário do narrador da série Mortal Kombat, com sua voz cavernosa, o narrador de Soulcalibur III tem uma voz cansada e tristonha, e arrasta um longo falatório em inglês sobre espadas e almas antes de qualquer luta. Ao final limita-se a um "You Win" ou "You Lose"... Aguentar a ladainha dele é algo difícil para quem quer desembuchar logo e partir para o combate...
Os controles de Soulcalibur também são uma desvantagem. Basicamente o jogo não se refere aos tradicionais X, O, "triângulo" e "quadrado" do PS2, mas sim a "B", "A", "K" e "G". Após um susto inicial, pode-se descobrir que estes botões esquisitos se referem a "golpe vertical", "golpe lateral", "chute" e "defesa". Até acostumar com isso é comum enfiar os pés pelas mãos, principalmente nas cutscenes ou tutorial, onde o jogo manda você apertar algum botão destes rapidamente...
Além dos botões esquisitos, o controle de Soulcalibur pode ser usado de duas maneiras diferentes. Uma é usar o direcional e os botões do PS2 para mover o personagem e atacar, outra é usar os botões "L1", "L2", "R1", "R2" para desferir golpes, a alavanca esquerda para mover o personagem e a alavanca direita para mover a arma deste. Ou usar qualquer combinação de ambos...
Até pegar o jeito com os controles bizarros leva tempo, e o tutorial não ajuda em nada...
Por fim, Soulcalibur III é um jogo ótimo, muito acima da média. Pode proporcionar horas e horas de ação e pancadaria, mas é um pouco difícil de dominar, e exige uma paciência de Jó para aguentar os loadings...

11 comentários:

  1. Anônimo7:43 AM

    tu eh gay... tu eh gay q eu sei

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  2. Para sua decepção, não, eu não sou gay...

    Pelo contrário, eu sou tão macho que meu lado feminino é lésbico =D

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  3. Anônimo7:14 AM

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  5. Anônimo9:10 AM

    Did you downloaded Wikileaks docs? Give me link plz
    Thanks

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  6. Nope, I didn't downloaded Wikileaks or mirroed the site... despite I really support Asange.

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  7. Anônimo5:10 AM

    So krazy
    Eeer

    No matter

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  8. Anônimo3:55 PM

    Eu baixei esse jogo e acho ele muuuuito bom !!!
    o unico problema são os botões que no jogo é diferente do Ps 2 e p\ olhar no comand list fica dificil.

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  9. Amigo sei que ha loading no jogo mais nao são tão lentos,tente comprar outro CD ou testar em outro console.

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  10. Anônimo1:17 AM

    quero baixar X Rumer 7.0.10 ELITE?
    Dê-me por favor URL!

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  11. cara,ótima análise gostei bastante só não concordo com a sua afirmação de que o narrador é chato demais,eu não acho mas isso é questão de gosto,eu gosto do narrador e você não e isso é normal.Mais uma vez,ótima análise,meus parabéns.

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