10 de março de 2011

Bulletstorm (PC, Xbox360, PS3) (*****)

Bulletstorm (PC, Xbox360, PS3) (*****) 


O que você quer de um shooter? Armas pesadas? Mortes absurdas? Sangue e violência aos montes? Explosões? Brigas épicas com muitos tiros para todos os lados?

Agora pense bem, quantos shooters te trazem tudo isso? A grande maioria apenas joga na sua mão uma pistolinha, e você tem que tomar as armas pesadas dos inimigos. Sem contar as malditas fases stealth onde você não pode disparar um único tiro senão vai direto para a tela de game over.

Bulletstorm foi feito por quem realmente gosta de shooters. É um game que vai direto ao ponto, sem rodeios, sem frescura. E por isso mesmo é muito bom.

Você joga como um mercenário, antigo agente especial "Dead Echo". Em seus tempos de trabalho "dentro da lei", um general usou sua unidade para eliminar adversários políticos, jornalistas e oponentes de seu regime fascista, fazendo-o acreditar que estava assassinando terroristas e assassinos seriais. Após descobrir que foi usado, a unidade Dead Echo passou a caçar o general, e vender serviços como mercenários.

A trama se passa em um planeta bizarro, depois que o general e sua nave mãe foram derrubados lá pelos Dead Echo. A boa notícia para fãs de FPS é que Bulletstorm não deixa a peteca cair. Você já começa com um poder de fogo considerável, e só vai encontrando armas cada vez melhores e mais bizarras.

Cada vez que você usa o cenário a seu favor, seja chutando inimigos em cima de espinhos, empurrando eles para quedas ou fios desencapados, você ganha pontos, que podem ser usados para comprar munição e ataques especiais para suas armas.

Por falar em armas, elas são as grandes estrelas de Bulletstorm. Fora o seu rifle (capaz de arrancar a pele de uma pessoa!) você ainda vai encontrar uma escopeta (de quatro canos!!), um lança granada que atira duas granadas presas por uma corrente, para prender seus inimigos (!!!), um lança granadas mais "normal", um revolver que atira fogos de artifício (!!!!), um rifle sniper que deixa você "curvar" a trajetória da bala (alguém andou assistindo aquele filme da Angeline Jolie?!) e um lança míssel que atira furadeiras explosivas (!!!!!). Fora o "chicote de energia", muito semelhante àquele do Scorpion do Mortal Kombat, que deixa você puxar para si os inimigos e objetos do cenário (para então chutá-los longe).

Momentos memoráveis é o que não falta em Bulletstorm. O tal planeta onde você cai era uma colônia de férias até um acidente nuclear acabar com ele, tornando o local um ambiente pós-apocalíptico onde gangues e mutantes disputam espaço (na bala) com monstros gigantes.

Que tal batalhar contra humanos malucos em um trem em movimento enquanto é perseguido por uma roda gigante de uma escavadeira, e tem que explodir tanques de gasolina para mudar o curso dela? Ou controlar um godzilla robô de um parque de diversões? Ou lutar contra um dinossauro mutante de 200 metros de altura? E isso é só o começo!

Os gráficos e sons são muito bons, sobretudo os efeitos de luz. Os inimigos são durões, e não caem no primeiro tiro, te obrigando a ser criativo (chutando eles de uma ponte, por exemplo) ou preciso (explodindo a cabeça deles) para eliminá-los. A Inteligência Artificial é boa, e muitos inimigos procurarão rerfúgio de seus tiros, irão apoiar os colegas, tentar te emboscar e outros feitos bem programados. A dublagem dos personagens também é bem feita, com destaque para as chuvas de palavrões do protagonista, e para o nonsense do tal general.

A narrativa se desenvolve de uma maneira leve e criativa, e muitas referências a filmes, jogos e quadrinhos vão te deixar empolgado ao longo da campanha single player. Infelizmente a campanha é meio curta, embora muito divertida.

Para não ter que jogar tudo de novo, o game vem com o modo "echo", onde você pode jogar novamente as partes mais malucas, divertidas e violentas da campanha como mapas separados. A cada um vencido com bastante "estrelas" (mortes criativas, velocidade, quantidade de inimigos mortos...) abre novos cenários. E assim como em Call of Duty Modern Warfare, esses cenários "extras" são muito divertidos.





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