3 de novembro de 2010

Ninja Blade (PC, Xbox 360) (**)

Ninja Blade (PC, Xbox 360) (**)

Lembra de 2005? Era quase impossível abrir o e-mail sem encontrar diversos e engraçadíssimos "fatos" sobre o ator americano Chuck Norris, na maioria façanhas fictícias impossíveis, que ele só teria alcançado devido à sua força e macheza extrema.

Pois é, se o Chuck Norris das piadas tivesse um jogo (Ele tem um jogo, para celular, chamado Chuck Norris Bring the Pain... mas estamos falando de consoles e PC...), este seria Ninja Blade.

A minha primeira impressão ao por as mãos em Ninja Blade é de que não passava de um clone de vários outros games estilo God of War. E eu não estava errado. Apesar do protagonista ser um ninja, o game não tem muita coisa diferente dos vários Prototypes, Bayonettas, Dantes Infernos, Darksiders e God of Wars... a jogabilidade é praticamente idêntica, assim como muitos movimentos, armas (a espada padrão, as lâminas presas em correntes que podem ser usadas como chicotes, a espadona pesada e lenta, o disco gigante que pode ser arremessados nos inimigos...) e até mesmo os gráficos e trilha sonora remetem a outros games do gênero.

Praticamente toda a identidade de Ninja Blade está em suas cenas absurdas de ação. Bastam cinco minutos de jogo para se sentir em uma piada de Chuck Norris. Sério. O protagonista, Ryu (até o nome dele faz referência a outros games...), é um ninja moderno, e sua irmandade é chamada às pressas pelo governo do Japão para destruir uma raça de parasitas mutantes que transformam pessoas e animais (e até máquinas) em monstros gigantes disformes (provavelmente os parasitas escaparam de um laboratório da Umbrella, de Resident Evil, a ver a semelhança com Las Plagas de RE4...). Caso os ninjas falhem, os EUA vai usar um laser espacial para fritar toda a cidade de Tóquio e impedir que os parasitas se espalhem (tô vendo o mesmo roteiro de Parasite Eve 2?).

Acontece que não são agentes secretos, soldados comuns ou cavaleiros do apocalipse desta vez. O protagonista é um ninja. E dá-lhe absurdas cenas de macheza dignas de Chuck Norris! Ryu salta de aviões sem paraquedas, surfa em mísseis, usa um guindaste de demolição como arma, salta de arranha-céus e outras proezas absurdas que arrancam risadas de qualquer um. Divertida também é a possibilidade de customizar a roupa do ninja. Ao invés do capuz e máscara pretas padrão, você pode colocar Ryu vestido com as cores que quiser, adicionando insignias encontradas ao longo das fases. Isso quer dizer que você pode tanto vestí-lo de vermelho com veias pretas, como o vilão Carnificina do Homem-Aranha quanto de rosa-choque com uma Hello Kitty na testa... Sério, em que outro game você veria um ninja rosa surfando um míssel?

Ninja Blade é muito divertido, cheio daqueles momentos nas cutscenes em que você tem que apertar os botões pedidos para seu personagem fazer alguma ação (God of War?). O grande problema é o auto-save. Ele salva em partes específicas dentro das missões, para você não ter que voltar tudo desde o começo se morrer... Mas basta sair do jogo para todos os auto-saves serem perdidos. Pois é, se você está quase terminando as últimas missões e de repente teve que desligar seu PC ou Xbox360, ou caiu a energia, ou travou o jogo ou qualquer outro imprevisto... prepare-se para recomeçar a missão desde o começo. E pra ficar ainda pior, cada missão é imensa! E com vários chefes e subchefes no meio... e com vários locais difíceis para executar suas proezas ninjas, como correr nas paredes e saltar de prédios... e com várias cutscenes onde você tem que apertar o botão no momento certo ou enfrentar uma morte dolorosa... Pois é... fazer tudo denovo só porque o auto-save não dá loading fora da fase é dose, e praticamente mata este que poderia ser um game à altura de um Darksiders ou God of War, cujos auto-saves e savegame funcionam direito...

Um comentário:

  1. Anônimo2:19 PM

    nada a ver o nome dele e ken ogawa

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